RedCoin do HSBC supera 50 mil usuários em Hong Kong

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A stablecoin RedCoin, atrelada ao dólar de Hong Kong, superou 50 mil usuários pouco mais de uma semana após o lançamento. O marco representa um avanço inicial do HSBC nos pagamentos digitais do território. Georges Elhedery, CEO do HSBC Group, anunciou o número em 2 de novembro, durante a Hong Kong FinTech Week. Com isso, o banco ampliou sua presença no setor de finanças digitais.

Segundo Elhedery, stablecoins reguladas podem alcançar o público quando bancos estabelecidos oferecem esse tipo de serviço. Nesse contexto, a adesão ocorreu dentro de uma plataforma de pagamentos conhecida no mercado local. No entanto, o total de cadastros não revela a frequência de movimentação da RedCoin. Portanto, ainda não é possível avaliar se o ritmo inicial de crescimento continuará nos próximos períodos.

HSBC integra RedCoin ao aplicativo PayMe

Em 23 de outubro, o HSBC lançou a RedCoin, com o código RCHKD. Para distribuir o produto, o banco lançou a RedCoin pelo PayMe, seu aplicativo de pagamentos. Atualmente, a plataforma atende mais de 3,3 milhões de pessoas em Hong Kong. Dentro do aplicativo, os clientes podem criar uma carteira para usar a stablecoin.

Com a carteira, os usuários podem enviar unidades digitais para outras pessoas e pagar comerciantes que aceitam a RedCoin. Dessa forma, o HSBC inseriu o produto em uma ferramenta presente nas rotinas locais de pagamento. Na prática, a iniciativa concentra o uso inicial em transferências pessoais e compras cotidianas. A integração também reduz as etapas necessárias para os clientes experimentarem o serviço.

O HSBC estruturou cada unidade da RedCoin para permitir conversão de um para um com o dólar de Hong Kong. Segundo o banco, ativos líquidos e de alta qualidade respaldam integralmente as unidades em circulação. Além disso, a instituição mantém essas reservas separadas de seus outros ativos. Esse modelo busca preservar a disponibilidade dos recursos vinculados à emissão.

RedCoin opera em infraestrutura privada do HSBC

Diferentemente de stablecoins negociadas em mercados públicos, a RedCoin funciona exclusivamente no livro-razão privado do HSBC. Em vez de utilizar uma rede pública, o produto depende da infraestrutura administrada pela instituição financeira. Portanto, o banco mantém controle direto sobre o registro e o funcionamento das transações. Com isso, a RedCoin permanece dentro do ecossistema de serviços do HSBC.

Em 2 de novembro, o HSBC informou que havia cerca de HK$ 87,75 milhões em RedCoin em circulação. Na mesma data, o banco mantinha HK$ 88,75 milhões em reservas para respaldar a emissão. Assim, o volume emitido equivalia a aproximadamente US$ 11,2 milhões. Ainda assim, os números representam apenas um retrato pontual da emissão e da cobertura das reservas.

Em uma etapa posterior, o banco pretende ampliar o acesso à RedCoin por meio de seu aplicativo bancário em Hong Kong. Também planeja permitir o uso do produto durante inscrições em investimentos tokenizados. Dessa maneira, a stablecoin poderá assumir uma função adicional aos pagamentos cotidianos. O HSBC ainda não detalhou o cronograma dessas expansões.

Hong Kong amplia infraestrutura financeira digital

Enquanto isso, Hong Kong avança na integração do dinheiro digital aos serviços financeiros. No mesmo dia, a Autoridade Monetária de Hong Kong atualizou o Project EnsembleTX. Com a atualização, bancos podem liquidar transações de depósitos tokenizados durante 24 horas com dinheiro digital oficial de banco central. Desse modo, a iniciativa amplia a infraestrutura disponível para operações financeiras tokenizadas.

O projeto busca facilitar pagamentos instantâneos ligados à gestão de recursos corporativos e à negociação de produtos tokenizados. Por sua vez, o avanço da RedCoin ocorre em paralelo ao desenvolvimento dessa estrutura financeira. Assim, Hong Kong combina pagamentos por stablecoins privadas com sistemas bancários de liquidação contínua. Porém, cada iniciativa mantém características próprias de emissão, acesso e controle operacional.

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