Reino Unido se prepara para apagão prolongado Black Sky

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Um apagão prolongado pode interromper muito mais do que a iluminação de casas e ruas. O abastecimento de água, os pagamentos eletrônicos e as comunicações dependem de sistemas elétricos interligados. Por isso, o Reino Unido prepara respostas para um evento conhecido como Black Sky.

Em um cenário dessa dimensão, o planejamento prevê manter canais de informação e serviços essenciais por pelo menos 72 horas. A estratégia busca enfrentar falhas simultâneas em diferentes infraestruturas. A BBC detalha as medidas previstas para esse tipo de emergência.

Tempestades e ciberataques estão entre as situações consideradas pelas autoridades britânicas. Embora a maioria dos cortes seja local e breve, interrupções de grande escala podem durar vários dias. Nesse contexto, a continuidade das informações passa a ser uma prioridade.

Plano britânico protege serviços essenciais e comunicações

A campanha oficial Be Ready afirma que a rede elétrica britânica possui estruturas de resistência e recuperação. Contudo, a iniciativa também reconhece a possibilidade de interrupções amplas e duradouras. Dessa forma, o planejamento considera efeitos que ultrapassam a falta de energia nas residências.

O sistema de radiodifusão inclui um estúdio especial capaz de funcionar durante a emergência. Cerca de 100 profissionais participariam da operação e manteriam as transmissões informativas. Além disso, a estrutura possui comunicações independentes da internet e provisões para pelo menos três dias.

As transmissões dependeriam de torres equipadas com geradores e reservas de combustível. Enquanto isso, as equipes manteriam contato por meio de telefones via satélite. Os responsáveis já definiram os protocolos necessários para colocar essa operação em funcionamento.

As autoridades sanitárias britânicas também elaboraram roteiros para transmissões durante um apagão nacional. Os quatro principais assessores médicos do país participaram da preparação dos documentos. Assim, as mensagens abordam água, saneamento, alimentação e proteção contra frio ou calor.

Em uma interrupção nacional, telefones, internet e televisão podem deixar de funcionar. Consequentemente, esses canais não conseguiriam distribuir recomendações de forma confiável para toda a população. O rádio assumiria, então, uma função central na comunicação das autoridades.

Tempestade em Lancaster expôs falhas simultâneas

O caso de Lancaster mostrou os efeitos da perda de vários serviços ao mesmo tempo. Em dezembro de 2015, a tempestade Desmond inundou uma subestação na região. Como resultado, cerca de 61 mil propriedades ficaram sem eletricidade.

As equipes começaram a restabelecer o fornecimento dois dias depois da interrupção. No entanto, grande parte da região voltou a enfrentar falhas no serviço. Posteriormente, geradores auxiliaram na recuperação gradual do abastecimento elétrico.

O relatório posterior registrou a perda de cobertura móvel, conexões de internet e pagamentos eletrônicos. Caixas eletrônicos também pararam de funcionar durante a crise. Além disso, sistemas de aquecimento falharam porque controles e bombas dependiam de eletricidade.

Alguns edifícios perderam elevadores e o abastecimento de água nos andares superiores. Ao mesmo tempo, estabelecimentos comerciais e serviços de transporte precisaram alterar suas operações. O episódio evidenciou a dependência entre diferentes serviços conectados à rede elétrica.

Rádio portátil e dinheiro integram preparação doméstica

O guia de preparação recomenda alimentos que possam ser consumidos sem cozimento. A lista também inclui água engarrafada, lanterna e rádio a pilhas ou de manivela. Com isso, as famílias podem receber informações mesmo sem acesso à energia elétrica.

A orientação recomenda anotar em papel as frequências de emissoras locais e nacionais. Dessa maneira, os moradores poderão localizar as transmissões durante uma falha nas comunicações. O plano também sugere manter uma pequena quantia em dinheiro.

O dinheiro permitiria compras essenciais caso cartões e caixas eletrônicos ficassem indisponíveis. Por outro lado, a transição da telefonia analógica para serviços digitais cria outra preocupação. A Openreach prevê concluir a migração dos usuários da antiga rede até 31 de janeiro de 2027.

Os equipamentos telefônicos conectados ao roteador dependem da energia elétrica da residência. Portanto, sistemas alternativos para chamadas de emergência ganham maior relevância nesse cenário. Um transmissor pode continuar ativo com geradores, mas os lares ainda precisam receber suas mensagens.

Assim, as rádios portáteis permanecem no centro da preparação doméstica britânica. O plano pretende preservar a comunicação e os serviços básicos durante as primeiras 72 horas. A estratégia reconhece que um apagão prolongado pode comprometer toda uma rede de infraestruturas essenciais.

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