Relatório aponta que mineração de Bitcoin é mais sustentável que insdústrias de larga escala

Em torno de 80% das mineradoras utilizam energia renovável

É fato conhecido que um grande agravante na mineração do Bitcoin, maior criptomoeda da atualidade, é o consumo de energia. De acordo com uma pesquisa, a indústria de mineração do ativo demanda uma quantidade de energia equivalente à todo o país de Bangladesh.

Entretanto, um relatório realizado pela CoinShares, companhia de gestão em ativos digitais, aponta que a ideia de que mineradores drenam a energia global é um tanto exagerada. Segundo o relatório, a maioria das mineradoras é abastecida por energia verde.

“Continuamos a enfatizar tais fatos pois a narrativa pública comum em torno do impacto ambiental da mineração de criptomoedas é de extrema negatividade. Do nosso ponto de vista, a mineração de criptomoedas causa poucos danos significativos à natureza”

De acordo com uma estimativa conservadora, quase 80% das mineradoras de Bitcoin utilizam energia renovável, o que torna a prática “mais ecológica do que quase todas as outras indústrias de grande escala do mundo”.

Os números apresentados surgiram à partir de um estudo realizado em Sichuan, na China.

Estima-se que 48% de todo o Bitcoin do mundo seja minerado na região, onde 90% do total de energia é renovável. Ainda mais, as baixas temperaturas do norte do país “aliviam” a necessidade de sistemas de resfriamento, que são frequentemente necessários devido ao imenso calor gerado pelas máquinas de mineração.

“Tais locais não são escolhidos de forma aleatória”

Não tão verde

Entretanto, muitos não possuem tanta certeza da veracidade do conteúdo apresentado no relatório.

De acordo com Alex Vries, especialista em blockchain e economista financeiro, muitas estimativas utilizaram métodos de apuração que estão longe de ser à prova de erros. Segundo seus cálculos, atividades relacionadas ao Bitcoin consomem um total de 0,24% do total utilizado em âmbito mundial. A porcentagem pode abastecer tranquilamente em torno de 5 milhões de residências nos Estados Unidos.

Outros aprofundam ainda mais a questão, como o chefe de pesquisa da Diar, Fadi Aboualfa, que aponta que o valor que a tecnologia pode adicionar ao ecossistema global deve ser considerado, independente do custo relacionado à mineração de uma única unidade.

“Acho de grande importância enfatizar que há uma questão filosófica relacionada ao uso de energia e à independência do Bitcoin de terceiros como parte de um ecossistema que pode transferir valor”

Como um consenso, a indústria aponta que minerar um Bitcoin custa entre US$6.000 e US$7.000.

FONTE: MARKET WATCH