Renda fixa digital supera CDBs em retorno líquido
A renda fixa digital, frequentemente tokenizada e registrada em blockchain, tem superado CDBs tradicionais em retorno líquido, oferecendo taxas atrativas que podem chegar a 19% ao ano (isento de IR) ou equivaler a CDBs de até 24,5% ao ano.
Essa modalidade se destaca especialmente pela combinação de alta rentabilidade com potencial de isenção fiscal, superando produtos tradicionais de bancos, mesmo em um cenário de Selic elevada.
A liquidação extrajudicial do Banco Master, oficializada em novembro de 2025 pelo Banco Central, expôs os riscos de CDBs com taxas excessivamente altas (até 190% do CDI) e reaqueceu o debate sobre alternativas mais seguras e rentáveis na renda fixa digital, com tokens de renda fixa digital oferecendo retornos líquidos superiores e sem a mesma necessidade de dependência do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Pontos-chave da Situação (Janeiro/2026):
- Queda do Banco Master: A instituição, conhecida por oferecer taxas agressivas, teve liquidação decretada, resultando no maior acionamento da história do FGC (cerca de 40 a 50 bilhões envolvidos).
- Perda no Ressarcimento: Investidores de CDBs do Master, mesmo com a garantia do FGC, podem perder cerca de 40% do rendimento contratado (recebendo cerca de 72,94% do CDI, em vez dos 140% prometidos), pois os rendimentos são congelados na data da liquidação.
- Renda Fixa Digital em Alta: Investimentos tokenizados (renda fixa digital) estão sendo destacados por superar CDBs bancários em termos de retorno líquido, muitas vezes oferecendo rentabilidades atrativas (ex: 20% ao ano ou 133% do CDI) com maior transparência sobre os ativos subjacentes.
- Vantagem na Segurança: Diferente dos CDBs que dependem da saúde de um único banco emissor, os ativos digitais (tokenizados) costumam ter lastro em recebíveis (FIDCs) ou recebíveis imobiliários/agronegócio, diversificando o risco.
CDBs Tradicionais vs. Renda Fixa Digital
- Retorno Líquido: Em simulações recentes, um CDB a 140% do CDI (com altos impostos e riscos de crédito) rendeu menos do que opções de renda fixa digital. Que podem oferecer retornos equivalentes a taxas mais elevadas do CDI sem o mesmo risco bancário.
- Risco: A lição do Banco Master é evitar taxas “boas demais” (ex: >120% do CDI) em bancos menores, pois o limite de R$ 250 mil do FGC pode não cobrir o valor total investido + juros. Ou demorar a ser pago.
- Liquidez e Transparência: A renda fixa digital (tokenizada) permite ao investidor enxergar melhor os ativos subjacentes (quem está devendo). Enquanto o CDB do Master funcionava com taxas descoladas da realidade do mercado.
Comparação direta entre CDBs e alternativas tokenizadas
Os CDBs seguem a lógica tradicional: o banco capta recursos e remunera o investidor com juros atrelados ao CDI. LCIs, LCAs, debêntures e títulos públicos compõem o mesmo universo. Já a renda fixa digital opera por tokenização de direitos creditórios ou ativos reais registrados em blockchain. Plataformas especializadas utilizam contratos padronizados, rastreáveis e automatizados para garantir maior eficiência.
Além disso, o custo de captação explica grande parte da diferença de rendimento. Bancos grandes captam com facilidade e ofertam CDBs entre 90% e 100% do CDI. Instituições menores pagam mais para atrair recursos, chegando a 120% ou 140% do CDI. No caso do Banco Master, a busca agressiva por liquidez acabou pressionando sua estrutura. O que resultou na intervenção do Banco Central e no acionamento do Fundo Garantidor de Créditos.
Estrutura, riscos e eficiência operacional
No CDB, o investidor empresta ao banco emissor. Na renda fixa digital, o aporte é direcionado a tokens lastreados em ativos reais registrados em blockchain. Esse modelo permite rastreabilidade, automação e análises internas rigorosas antes da emissão. Assim, a previsibilidade se combina com maior eficiência operacional, criando uma alternativa intermediária entre CDBs tradicionais e produtos de renda variável.
No entanto, o risco continua presente. A segurança depende da qualidade dos ativos que lastreiam os tokens e da capacidade dos originadores de honrarem pagamentos. Mesmo com tecnologia e padronização, o investidor deve analisar cada emissão.
A liquidação do Banco Master reforçou que retornos elevados em CDBs podem vir acompanhados de riscos relevantes. Em contrapartida, a renda fixa digital se beneficia da possibilidade de isenção tributária e de custos operacionais menores. Dessa forma, torna seu retorno líquido ainda mais competitivo.
Em resumo, a crise do Banco Master reforça a necessidade de diversificação e a busca por ativos de renda fixa digital. Que utilizam tecnologia blockchain para garantir maior transparência e retornos líquidos superiores, superando as tradicionais ofertas de CDBs de alto risco.