Render impulsiona expansão com foco em computação de IA

A Render inicia 2026 em destaque no mercado cripto após ampliar seu foco para computação de inteligência artificial. A mudança ocorre por meio da plataforma Dispersed.com, lançada no final de 2025, que conecta GPUs descentralizadas a tarefas de treinamento, inferência e cargas robóticas. Esse avanço reforça o posicionamento do ecossistema em um setor de alta demanda.

O token opera em torno de US$ 2,43 no início de 2026, reagindo após tocar a mínima de US$ 1,53 em dezembro. O movimento de recuperação aproxima o preço da resistência em US$ 2,717. Além disso, a região entre US$ 1,957 e US$ 1,838 segue atuando como suporte importante, mesmo com o ativo abaixo das principais médias móveis.

Gráfico Render
RENDER Price Action (Source: TradingView)

Expansão da rede para computação de IA

A transição para computação de IA marca uma etapa relevante para o projeto. A Dispersed.com agora integra modelos mais avançados para operações de treinamento e inferência, ampliando o alcance além da renderização tradicional. Assim, a introdução de GPUs corporativas, como NVIDIA H200 e AMD MI300X, reforça a capacidade da rede para lidar com demandas de grande escala.

Essa atualização busca atrair estúdios de IA e empresas de robótica. Além disso, a alternativa descentralizada oferece custos competitivos em comparação com serviços tradicionais como AWS e Google Cloud. A rede conta com cerca de 5.600 operadores, mantendo taxas de utilização entre 85 e 95 por cento, sinal claro de demanda consistente.

Vantagens de custos em ecossistema descentralizado

O baixo custo operacional permanece como um dos diferenciais da Render. Muitos operadores utilizam GPUs que ficariam ociosas, o que permite preços mais competitivos para criadores independentes e startups. Ao longo dos anos, mais de 65 milhões de frames foram processados, demonstrando uso constante da infraestrutura. Portanto, o modelo descentralizado segue eficiente para tarefas intensivas em GPU.

Adoção de GPUs corporativas aumenta a confiança

A integração de hardware desenvolvido para datacenters busca reduzir a resistência de instituições maiores. No entanto, o foco mantém a descentralização como pilar. Com GPUs avançadas, a rede passa a disputar diretamente espaço com nuvens corporativas, oferecendo maior credibilidade e mantendo a vantagem de custo.

IA generativa e novos recursos em VR e AR

A plataforma combina renderização profissional, como OctaneRender e Redshift, com IA generativa de empresas como Runway e Stability AI. Assim, criadores podem unir elementos visuais tradicionais a recursos modernos de IA. Para meados de 2026, está prevista a integração de ferramentas para VR, AR e computação espacial.

Tokenomia, uso da rede e competição crescente

O modelo de emissão tende a se equilibrar conforme o uso da rede cresce. Atualmente, cerca de 500 mil tokens são distribuídos mensalmente aos operadores, enquanto as queimas ficam próximas a 50 mil por mês. Há discussões sobre ajustes na tokenomia, incluindo possíveis mecanismos de staking, com o objetivo de reduzir pressão vendedora.

Mesmo com avanços expressivos, o projeto compete diretamente com grandes provedores de nuvem e outras redes descentralizadas. Portanto, sustentar a adoção da infraestrutura torna-se essencial para manter o modelo de incentivos saudável.

Com GPUs corporativas integradas, a expansão na computação de IA e alta taxa de utilização, a Render inicia 2026 apoiada por métricas que reforçam sua adoção prática. Esse conjunto de fatores influencia de forma direta a percepção do mercado sobre o potencial de crescimento do token no curto prazo.