Retrospectiva 2019 as principais notícias dos criptoativos

O Mercado Bitcoin disponibilizou uma retrospectiva sobre o que aconteceu de mais importante com os criptoativos

Até o momento, fechamos o ano com o Bitcoin ganhando algo próximo de 100%, por outro lado, não tivemos a aprovação de um ETF lastreado em criptomoedas, os governos não lançaram moedas digitais próprias e não houve forte entrada de dinheiro de clientes institucionais. 

Entretanto, grandes projetos foram lançados neste ano, como a Libra, a criptomoeda do Facebook, a estreia da Bakkt, exchange mais institucionalizada do ecossistema e a China incentivando o uso de blockchain. 

Neste ano, foi editada a primeira regulamentação específica do mercado de criptoativos no Brasil, a IN 1888 da Receita Federal. Um reconhecimento da relevância do segmento de criptoativos no país.

O ano de 2019 começou com o “inverno das criptomoedas”, a tendência de baixa que teve início em 2018, em abril tivemos uma alta inesperada de 18%, volumes negociados que vinham subindo lentamente, o que ocasionou o início de uma forte alta. 

Em maio o Bitcoin subiu 60%, graças aos eventos e notícias positivas, bem como indicadores mostrando a expectativa do crescimento das criptomoedas. Neste mesmo mês, tivemos a divulgação dos detalhes da Libra, a criptomoeda do Facebook, que será mantida por um consórcio de 28 companhias. 

Já no final de maio e início de junho, o mercado corrige a forte alta e começa a mostrar sinais de exaustão. 

Em setembro a Bakkt começa a operar, sendo considerada uma grande porta de entrada para o volume institucional. Nos dias subsequentes, tivemos a queda de 20% no preço do Bitcoin. 

Com o fraco volume da Bakkt, questionamentos de reguladores e governos a Mark Zuckerberg e consequente saída de players importantes do consórcio da Libra dando o tom, que determinaram uma forte correção de preços. 

Em novembro tivemos a Euforia, com anúncio do governo chinês sobre o desejo de protagonizar o desenvolvimento em torno de blockchain, e a depressão, causada pelos esclarecimentos de que blockchain não significa Bitcoin, e que o ativo segue proibido em território chinês. 

Somente neste ano, no Mercado Bitcoin, foram transacionados R$4,5 bilhões na plataforma, considerado o maior volume da América Latina e do Brasil. 

O Bitcoin continua sendo legal e permitido na maior parte das grandes economias, conforme o gráfico, e alguns adotam restrições. A interpretação da posição russa é incerta, apesar de o Bitcoin não ser diretamente proibido. 

O presidente da China, XI JinPing anunciou que o país deve começar a investir pesado em blockchain, o que levou a um aumento e subsequente queda do Bitcoin. 

Já na Alemanha, explicitamente permitirá que os bancos negociem e custodiem Bitcoin e outras criptomoedas a partir de 2020.

A Turquia declarou a exploração do Blockchain e DLTs em esferas governamentais como uma prioridade para os próximos anos. A crise monetária do país de 2018/2019 levou a uma explosão da adoção do Bitcoin e outras criptomoedas.

E para finalizar, as Ilhas Marshall, apesar de não ser uma potência econômica, ganhou simpatia por desenvolver o SOV, uma criptomoeda que se tornou a moeda corrente no país.

Concluindo, nesse final de ano estamos esperando o halving do Bitcoin, um corte da recompensa dos mineradores pela metade, que está previsto para acontecer em maio de 2020. 

Muitos mostram os gráficos dos halvings anteriores em que o Bitcoin se valorizou antes e depois do evento, supondo que o mesmo acontecerá em 2020. Outros apontam que a existência de somente dois eventos passados não é uma amostra válida. De qualquer forma, especulações já influenciaram o preço em 2019 e devem ser determinantes em 2020.

Imagem nickgesell por Pixabay.

Foto de Mirian Romão
Foto de Mirian Romão O autor:

Graduada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e Pós-Graduada em Comunicação em Redes Sociais.

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