Revolut registra forte alta no uso de stablecoins

A Revolut ampliou de forma expressiva o uso de stablecoins em 2025, impulsionando uma nova fase de transações digitais dentro de seu ecossistema financeiro. O pesquisador Alex Obchakevich estimou um avanço de 156 por cento no volume de pagamentos com esses ativos em comparação com 2024, alcançando cerca de US$ 10,5 bilhões.

Esse salto reforça a consolidação das moedas digitais pareadas ao dólar como meio de pagamento cotidiano. Além disso, o crescimento evidencia que o uso das stablecoins vem deixando de ser restrito a usuários avançados, tornando-se uma alternativa mais comum em operações diárias.

Uso de stablecoins cresce dentro da plataforma

Obchakevich baseou suas estimativas em dados onchain da Dune Analytics, que mostram um aumento consistente no volume transacionado ao longo de 2025. Segundo sua análise, as stablecoins quase dobraram sua participação em relação ao total de pagamentos registrados pela plataforma no ano anterior.

A tendência acompanha movimentações globais do setor. A Bloomberg Intelligence projeta que o fluxo mundial de pagamentos com stablecoins pode registrar uma taxa composta anual de 81 por cento, chegando a aproximadamente US$ 56,6 trilhões até 2030. Portanto, a crescente adoção pelo varejo e a integração de blockchains em instituições tradicionais seguem impulsionando essa expansão.

Em outubro, a Revolut lançou um recurso para converter dólares americanos em USDC e USDT com taxa zero e câmbio 1:1. A solução reduziu barreiras para quem deseja movimentar valores onchain, estimulando operações mais frequentes dentro da plataforma.

Gráfico de crescimento de transações na Revolut
Fonte: Publicação de Alex Obchakevich no X.

Adoção avança em pagamentos do dia a dia

Os dados indicam que grande parte das transações envolve valores de US$ 100 a US$ 500, representando entre 30 e 40 por cento do total. Assim, o padrão sugere que as stablecoins já fazem parte de pagamentos regulares.

“Isso mostra que os usuários da Revolut utilizam stablecoins para pagamentos médios do dia a dia, e não apenas para grandes transferências”, afirmou Obchakevich.

A rede Ethereum domina as transações, responsável por mais de dois terços dos fluxos da plataforma. Em seguida aparece a rede Tron, com cerca de 22,8 por cento das operações. Além disso, a empresa também utiliza redes como Polygon, Solana, Arbitrum e Optimism.

Segundo o Tesouro dos EUA, o mercado global de stablecoins está avaliado em aproximadamente US$ 312 bilhões, com projeção de atingir US$ 2 trilhões até 2028. Empresas tradicionais seguem a mesma direção. A Western Union prepara um sistema de liquidação via stablecoins na rede Solana para 2026, enquanto MoneyGram e Zelle estudam tecnologias semelhantes para pagamentos internacionais.

Em escala global, o uso de stablecoins somou cerca de US$ 33 trilhões em 2025, aumento de 72 por cento frente ao ano anterior. A USDC movimentou US$ 18,3 trilhões, enquanto a USDT registrou US$ 13,3 trilhões. Além disso, esse avanço é reflexo direto da aprovação do GENIUS Act nos Estados Unidos, que estabeleceu regras específicas para stablecoins de pagamento, ampliando a segurança jurídica para empresas e usuários.

O crescimento observado dentro da Revolut acompanha esse cenário mundial, fortalecendo o uso das stablecoins em pagamentos rotineiros. Assim, a oferta de conversões sem taxas e a expansão das redes compatíveis têm incentivado operações rápidas, práticas e acessíveis, consolidando o papel da empresa na adoção global desses ativos.