Revolut solicita licença bancária no Peru

A Revolut entrou no processo de expansão latino-americana ao entrou com o pedido de licença bancária perante a Superintendência de Banca, Seguros e AFP do Peru. A medida reforça a estratégia da fintech de ampliar sua atuação na região e, ao mesmo tempo, oferecer serviços financeiros digitais mais acessíveis para consumidores que ainda enfrentam barreiras no sistema bancário tradicional.

A empresa do Reino Unido busca atuar como banco regulamentado no país, permitindo a oferta de contas de depósito, crédito e operações em moedas estrangeiras e em Sol peruano. Além disso, o movimento se destaca em um mercado que apresenta forte demanda por soluções modernas e multimoedas, especialmente entre usuários que realizam transferências internacionais.

Fintech aposta na expansão e aguarda análise regulatória

O pedido de licença já está em análise pelos reguladores peruanos, que avaliarão capital, governança e controle de riscos da fintech. Esse processo deve levar alguns meses, portanto ainda não há previsão oficial de lançamento das operações no país. Apesar disso, a empresa confirma que segue estruturando sua base operacional enquanto aguarda o aval regulatório.

O Peru também representa um mercado estratégico para serviços de remessas. Estima-se que quase 1 milhão de pessoas recebam valores do exterior. Assim, a empresa acredita que sua experiência com soluções multimoedas e custos reduzidos pode atrair esse público. Além disso, o foco em operações digitais tende a favorecer usuários que buscam praticidade e tarifas mais competitivas.

“Nosso foco é trazer o melhor da Revolut para o Peru, construindo ao mesmo tempo uma plataforma segura, regulamentada e que realmente atenda os futuros clientes”, afirmou Julien Labrot, CEO da Revolut Peru.

Expansão regional e fortalecimento global

A entrada no Peru se soma à presença já consolidada em Brasil, México, Colômbia e Argentina. Portanto, a chegada ao novo mercado reforça o plano de expansão em países de rápido crescimento econômico. Avaliada em US$ 75 bilhões, a empresa trabalha para replicar seu modelo digital integrado, que inclui pagamentos, câmbio, opções de poupança e recursos relacionados a cripto, conforme as permissões regulatórias de cada região.

Além disso, o avanço global da fintech busca competir com bancos tradicionais ao oferecer uma experiência totalmente digital via aplicativo. A integração de diferentes serviços em uma única plataforma tende a elevar a concorrência e, consequentemente, estimular melhorias e redução de custos no mercado peruano.

No curto prazo, o ritmo de implementação depende exclusivamente da aprovação da licença pela SBS. Assim que receber a autorização, a empresa pretende iniciar a oferta de seus principais produtos, com foco em eficiência, acessibilidade e atendimento às demandas específicas da população local.

Enquanto isso, a empresa segue estruturando suas operações para garantir que, quando a autorização for concedida, sua plataforma esteja pronta para atender o mercado de forma competitiva e com soluções alinhadas ao perfil do consumidor peruano.