Rivian ganha alvo de US$ 20 da Piper Sandler

A Piper Sandler colocou as ações da Rivian em posição mais favorável em Wall Street em 27 de julho de 2026. A fabricante de veículos elétricos avançou na ampliação da produção, reforçou sua base financeira e ganhou tração com o SUV R2. Como resultado, o banco elevou a recomendação para os papéis da companhia.

O banco passou a classificar a ação da Rivian, negociada na Nasdaq sob o código RIVN, como “Overweight”, equivalente a compra. Além disso, aumentou o preço-alvo de 12 meses de US$ 18 para US$ 20. Em outras palavras, a nova projeção aponta potencial de valorização de 26,26% sobre o último fechamento citado no relatório.

Segundo os analistas, a visão mais construtiva se apoia em três fatores principais. Em primeiro lugar, houve melhora recente na demanda por veículos elétricos. Em segundo lugar, a transição inicial do R2 ocorreu sem grandes ruídos. Por fim, a companhia passou a contar com um balanço patrimonial mais robusto após a última captação de recursos.

Recuperação das ações ainda depende de escala

Embora a ação ainda acumule queda em 2026, o desempenho recente mostra recuperação parcial. No fechamento mais recente mencionado, os papéis estavam em US$ 15,84, com recuo de 18,39% no ano. Ainda assim, em 12 meses, o avanço permanece em 14,95%.

Gráfico anual das ações da Rivian
Gráfico anual das ações da Rivian. Fonte: Google

O quadro de prazo mais longo também ajuda a explicar a melhora de percepção entre analistas. Depois de um período prolongado de perdas, e considerando o recorte desde o fim de 2024 e o início de 2025, o papel ficou 82,28% acima do fechamento usado como base na série histórica.

No entanto, a recuperação ainda está longe de ser completa. A Rivian não atingiu lucratividade até agora e suas ações seguem cerca de 81% abaixo da máxima histórica alcançada pouco depois do IPO. Assim, o mercado reconhece avanços operacionais e financeiros, mas ainda cobra prova de escala com resultado consistente.

Nesse contexto, a leitura mais otimista da Piper Sandler sugere que parte de Wall Street já enxerga a empresa em uma fase de transição mais madura. Além disso, a chamada “era Model 3” aparece como referência para uma etapa em que montadoras de veículos elétricos deixam a promessa e passam a enfrentar o desafio da execução em massa.

Consenso de Wall Street ainda indica cautela

Apesar da mudança promovida pela Piper Sandler, o consenso mais amplo de Wall Street segue mais moderado. A TipRanks registrava, em 27 de julho, classificação média institucional “Hold”, ou manutenção, para a Rivian. O cálculo considera 17 avaliações dos últimos três meses.

Na divisão das recomendações, a montadora reúne 7 avaliações positivas, 6 neutras e 4 recomendações de venda. Dessa forma, o mercado reconhece a evolução recente da empresa, embora ainda mantenha uma leitura equilibrada sobre os riscos do investimento.

Projeção de analistas para as ações da Rivian nos próximos 12 meses
Projeção de Wall Street para as ações da Rivian nos próximos 12 meses. Fonte: TipRanks

Preço-alvo médio fica abaixo da projeção mais otimista

Pelo consenso dos analistas, as ações da Rivian devem atingir em média US$ 17,94 nos próximos 12 meses. Esse valor representa potencial de alta de 13,27% sobre o último fechamento informado. Portanto, Wall Street ainda vê espaço para valorização, mas com expectativa mais contida do que a projeção de US$ 20 da Piper Sandler.

Em contrapartida, a diferença entre o preço-alvo médio e a estimativa mais otimista mostra que o caso Rivian continua aberto a múltiplos cenários. Se a empresa conseguir transformar crescimento de produção em ganho de escala, a percepção do mercado pode melhorar. Por outro lado, a falta de lucratividade ainda limita uma reprecificação mais agressiva.

No segmento de veículos elétricos, os dados mais recentes mostram uma companhia em transição. A Rivian recebeu melhora de recomendação da Piper Sandler, passou a ter preço-alvo de US$ 20 e registrava cotação de US$ 15,84 no último fechamento citado. Ao mesmo tempo, acumulava queda de 18,39% em 2026, subia 14,95% em 12 meses e seguia 81% abaixo da máxima histórica. Já o consenso de 17 analistas apontava preço médio de US$ 17,94 para os próximos 12 meses.