Rússia veta envio de criptomoedas para carteiras privadas

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O Banco da Rússia esclareceu que investidores não poderão transferir criptomoedas de contas reguladas para carteiras privadas de autocustódia. Conforme a orientação atualizada em 12 de outubro, a decisão se apoia no artigo 31, parágrafo 9, da Lei Federal nº 282-FZ. A legislação entrou em vigor em 1º de setembro de 2026. Na prática, a regra impede que investidores retirem recursos dessas contas para carteiras que eles próprios controlam.

A restrição abrange contas comuns destinadas a investimentos em criptomoedas. Além disso, a regra também alcança investidores classificados como experientes. Assim, essa classificação não garante acesso direto à autocustódia dos recursos mantidos no ambiente regulado.

Regras limitam saques para autocustódia na Rússia

O Banco da Rússia detalhou as regras aplicáveis ao novo mercado regulado. Contudo, investidores que concluírem os testes exigidos ainda terão uma alternativa para transferir seus recursos. Eles poderão enviá-los a carteiras sob responsabilidade de um custodiante estrangeiro aprovado. Dessa forma, a movimentação continuará vinculada a uma instituição autorizada.

A exceção não permite o envio direto para uma carteira privada controlada pelo investidor. Portanto, o participante não terá controle exclusivo sobre a custódia por meio dessa alternativa. A orientação também não detalha quais testes os investidores precisarão concluir para utilizar o custodiante estrangeiro.

Transferências entre pessoas também terão restrições

Ao mesmo tempo, o banco central proibiu transferências entre pessoas físicas por endereços sob gestão de depositários digitais registrados. A medida limita as movimentações realizadas dentro dessa infraestrutura regulamentada. No entanto, a regra prevê exceções para determinados pagamentos de comércio exterior. Operações relacionadas à mineração também permanecem fora dessa proibição específica.

Enquanto isso, as negociações privadas ponto a ponto, conhecidas como P2P, continuarão legais até 1º de julho de 2027. Depois dessa data, residentes russos deverão, em geral, recorrer a intermediários autorizados. Entre esses intermediários estão exchanges de criptomoedas registradas e corretoras licenciadas. Com isso, o cronograma estabelece uma transição gradual para canais supervisionados.

Bolsa de Moscou e Sberbank preparam serviços

Apesar das restrições, instituições financeiras russas avançam com serviços destinados ao setor. A Bolsa de Moscou planeja iniciar a negociação de criptomoedas em 1º de dezembro de 2026. Antes do lançamento, a instituição realizará testes com traders profissionais. A iniciativa acompanhará a implementação das novas regras no país.

Já o Sberbank prepara empréstimos garantidos por Bitcoin, Ethereum e USDT, da Tether. O banco pretende adaptar produtos de crédito existentes para aceitar esses recursos como garantia. Nesse sentido, o projeto amplia a participação de instituições tradicionais no mercado regulamentado. A oferta também acompanha a construção do marco regulatório russo.

As novas restrições concentram-se na movimentação de criptomoedas para fora das contas reguladas. Em contrapartida, a regulamentação mantém uma alternativa por meio de custodiantes estrangeiros aprovados. Paralelamente, a Bolsa de Moscou e o Sberbank desenvolvem serviços de negociação e crédito. Desse modo, a Rússia combina limites à autocustódia com a expansão de operações realizadas por instituições autorizadas.

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