Sam Bankman-Fried: o homem de 29 anos mais rico do mundo (por causa das criptomoedas)

Proprietário da exchange FTX, seu principal objetivo é enriquecer o máximo possível para, no futuro, abrir mão de toda a sua fortuna.

Há cerca de quatro anos, Bankman-Fried começou a entrar no mundo das criptomoedas e realizou suas primeiras compras. Hoje, sua fortuna chega perto de 22,5 bilhões de dólares. A bem da verdade, antes dele, apenas Mark Zuckerberg, com muito esforço e investindo em seu negócio por muito mais tempo, havia conseguido se tornar tão rico, tão jovem.

Por conta de sua atuação notável dentro do mercado de economia descentralizada, ele se tornou matéria de capa da revista Forbes, em sua edição especial. Mas ainda está longe de alcançar o dono do Facebook: Zuckerberg, hoje com 37 anos, possui uma fortuna avaliada em 134,5 bilhões de dólares.

Bankman-Fried acredita, contudo, que ainda é possível multiplicar sua fortuna até 900 vezes: ele ainda pretende realizar grandes investimentos em criptoativos para alcançar esse objetivo tão ousado.

Oportunismo

Apesar de seu sucesso se dever às criptomoedas, ele não é exatamente um evangelizador – pelo contrário: ele está no negócio apenas para ganhar o máximo de dinheiro possível. Nenhum vínculo filosófico envolvido.

Bankman-Fried sequer sabia ao certo do que se tratava o Bitcoin ou os outros ativos digitais: ele apenas viu uma oportunidade de negócios extremamente lucrativa e pouco eficiente: por exemplo, ele descobriu que, à época, era possível comprar Bitcoin nos Estados Unidos e vendê-lo no Japão por um valor 30% superior – esse tipo de operação é chamada de arbitragem.

Depois de perceber que o mercado de criptomoedas era altamente rentável, decidiu abandonar seu emprego na Alameda Search, uma firma de trading quantitativo, em 2017. Depois disso, montou um estabelecimento na Califórnia, junto com outros recém-formados, e começou a trabalhar massivamente em arbitragem.

Ele alega que, em 2018, sua empresa chegava a movimentar cerca de 25 milhões de dólares diariamente. Por conta do sucesso em suas operações, decidiu que seria uma boa ideia criar uma exchange.

Atualmente, Bankman-Fried vive em Hong Kong, uma vez que suas atividades financeiras não estavam licenciadas pelas entidades regulatórias norte-americanas. Sua exchange, no momento em que este artigo foi escrito, é a quarta maior do mundo em volume de negociação de derivativos.

Contudo, apesar de acreditar fortemente no crescimento exponencial de seus negócios, ele é bastante cético com relação ao futuro: “Não podemos pensar que cripto será para sempre o solo mais fértil para se trabalhar”.

Foto de Rafael Motta
Foto de Rafael Motta O autor:

Jornalista, trader e entusiasta de tecnologia desde a mais tenra juventude. Foi editor-chefe da revista internacional 21CRYPTOS e fundador da Escola do Bitcoin, primeira iniciativa educacional 100% ao vivo para o mercado descentralizado. Foi palestrante na BlockCrypto Conference, em 2018.