Sanções britânicas atingem plataformas ligadas à Rússia
As sanções britânicas passaram a atingir três exchanges de criptomoedas, duas plataformas de pagamento e um indivíduo. Em 8 de outubro, o Reino Unido anunciou as medidas dentro de um pacote com 38 designações. As autoridades acusam os alvos de ajudar a Rússia a contornar restrições impostas após a invasão da Ucrânia.
O Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou que duas plataformas processaram ou facilitaram transações com a A7. Além disso, o governo descreveu a A7 como uma rede financeira apoiada pelo Kremlin. Nesse contexto, as autoridades alegam que a estrutura oferece canais para operações proibidas pelas sanções ao setor financeiro russo.
Reino Unido amplia sanções sobre serviços financeiros
Os alvos incluem a Xeltox Enterprises, ligada aos serviços de criptomoedas Cryptomus e Heleket. A lista também cita TokenSpot, Processing KG e Tsunami Payments. Já TokenSpot, Processing KG e Tsunami Payments mantêm sede no Quirguistão, conforme as informações divulgadas.
O governo também sancionou Ulan Bukabaev, diretor da Processing KG. Dessa forma, o pacote amplia o foco britânico sobre empresas financeiras registradas fora da Rússia. Com isso, as autoridades buscam limitar estruturas internacionais usadas para movimentar recursos russos.
As orientações gerais do OFSI determinam o congelamento dos recursos e bens econômicos cobertos pelas medidas. Contudo, as regras admitem exceções ou licenças aplicáveis a situações específicas. As restrições incluem explicitamente os criptoativos entre os bens sujeitos às sanções financeiras.
As medidas valem para pessoas e empresas que atuam no território do Reino Unido. Elas também alcançam cidadãos britânicos e companhias constituídas sob a legislação local, independentemente do local de operação. Da mesma maneira, as regras podem atingir empresas pertencentes ou controladas por pessoas designadas.
Rede A7 já enfrentava pressão internacional
A A7 afirmou ter movimentado mais de US$ 90 bilhões durante 2025. O governo britânico apresentou o número como uma declaração da própria rede. Anteriormente, o Reino Unido aplicou medidas contra negócios financeiros ligados à Rússia nos Emirados Árabes Unidos, Geórgia e Quirguistão.
Na ocasião, o governo acusou a rede de direcionar pagamentos por sistemas financeiros estrangeiros e apoiar atividades de aquisição. As medidas de maio incluíram o congelamento de ativos. Por sua vez, empresas britânicas perderam a permissão para processar pagamentos ou manter relações bancárias correspondentes com entidades designadas.
Estados Unidos endurecem medidas contra a A7
Nos Estados Unidos, o Tesouro anunciou uma ação separada contra a A7 em 1º de outubro, durante a Operação Economic Outcast. Durante a ofensiva, o OFAC classificou a rede como uma organização criminosa transnacional. Enquanto isso, a FinCEN propôs limitações para transferências envolvendo agentes estrangeiros de pagamento da A7.
A designação anunciada pelo Tesouro dos Estados Unidos bloqueia propriedades da A7 sob jurisdição americana ou controle de pessoas dos EUA. Também alcança entidades com participação igual ou superior a 50% de pessoas bloqueadas. Portanto, a regra proíbe transações com as propriedades abrangidas, salvo autorização ou isenção.
A restrição da FinCEN ainda representa uma proposta, e não uma regra concluída. O prazo para comentários públicos termina 30 dias após a publicação do aviso no Registro Federal. Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, agentes ligados à rede processaram mais de US$ 17 bilhões em transações denominadas em dólar.
A proposta abrange recursos convencionais e moeda virtual conversível. Ainda, a FinCEN emitiu um alerta sobre registros comerciais suspeitos, operações volumosas sem explicação e rotas de pagamento entre vários países. Por isso, o órgão orientou as instituições financeiras a examinar esses indicadores.
O Tesouro identificou o A7A5 como um token lastreado em rublo e sujeito a bloqueio. A Old Vector LLC emitiu o ativo e recebeu sanções americanas em agosto de 2025. De acordo com o departamento, a A7 criou o token para viabilizar transações internacionais e gerar receita para provedores sancionados.
União Europeia alcança 14 plataformas
Em 23 de julho, o Conselho da União Europeia aprovou seu 21º pacote de sanções contra a Rússia. O pacote adicionou 218 designações, incluindo 48 indivíduos e 170 entidades. Além disso, o bloco estendeu proibições de transações a 14 plataformas ligadas a criptomoedas em seis jurisdições.
As plataformas operavam na Geórgia, Panamá, Emirados Árabes Unidos, Ilhas Marshall, Quirguistão e Belarus. Entre os serviços citados estão HTX, BitPapa, EXMO, Rapira, A7 Africa e A7 Nigeria. No caso da HTX, a medida impôs restrições às transações sem exigir o congelamento de ativos.
O Conselho da União Europeia aprovou ainda um mecanismo para restringir serviços de criptomoedas em países terceiros. As autoridades poderão usar a ferramenta quando concluírem que provedores ajudam a Rússia a evitar sanções. Ao mesmo tempo, o anúncio incluiu quatro designações relacionadas à A7, inclusive conexões da rede na África.
Petróleo e fornecedores militares entram na lista
Fora dos serviços financeiros, o pacote britânico incluiu as petrolíferas russas Zarubezhneft e INK Capital. Segundo o governo, as sanções do Reino Unido agora abrangem mais de 90% da capacidade total de produção petrolífera russa. A medida também atingiu outros 12 navios-tanque ligados à chamada frota fantasma da Rússia.
Com as novas inclusões, o número de embarcações sancionadas pelo Reino Unido superou 600. As autoridades citaram práticas enganosas de transporte e o uso de bandeiras falsas para escapar das restrições. Por outro lado, o governo incluiu 17 entidades e indivíduos ligados às cadeias de suprimentos militares.
Os alvos incluem importadores russos de máquinas-ferramenta, eletrônicos e materiais usados na fabricação de mísseis balísticos e drones. A lista abrange ainda um cidadão europeu ligado a uma empresa estrangeira que exportava máquinas-ferramenta para a Rússia. Assim, as medidas combinam pressão sobre finanças, petróleo, logística e abastecimento militar.
| | Receba nossas últimas notícias em primeira mão. Adicione-nos como sua fonte preferida no Google e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações. |
|---|