Scarpa cobra Bigode em disputa milionária com criptomoedas
Três anos após o início do processo na Justiça no caso das criptomoedas, Gustavo Scarpa e Willian Bigode se encontraram pela primeira vez em campo. O meia do Atlético-MG e o atacante do América-MG ficaram frente a frente no duelo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro, neste domingo, na Arena MRV.
O reencontro reacendeu a disputa judicial envolvendo investimentos em criptomoedas. O caso já movimenta milhões nos tribunais de São Paulo e continua sem solução definitiva, apesar do cumprimento cordial antes do início da partida.
O reencontro
De acordo com informações divulgadas pelo GE, os jogadores trocaram um aperto de mãos antes do jogo. No entanto, o gesto não reduziu o clima de tensão provocado pelas acusações sobre prejuízos que ultrapassam R$ 10 milhões. Scarpa e o lateral Mayke alegam terem investido valores elevados em uma empresa indicada pela WLJC, da qual Bigode era sócio.
Os atletas afirmam que receberam a promessa de retornos mensais de até 5%. No entanto, os pagamentos teriam parado repentinamente. Segundo os processos, o dinheiro foi encaminhado à Xland Holding Ltda., que não devolveu os valores solicitados no período de resgate, levando Scarpa e Mayke a ingressarem na Justiça em busca de reaver parte das perdas.
Disputa financeira e avanços judiciais
As ações judiciais começaram em 2023, quando os jogadores iniciaram pedidos para rescindir os contratos e responsabilizar os envolvidos. A defesa de Bigode sustentou que decisões preliminares eram precipitadas e negou qualquer irregularidade. Apesar disso, os processos avançaram com decisões importantes, incluindo bloqueios de bens e determinações de ressarcimento parcial.
Além disso, um dos pontos de maior repercussão ocorreu quando a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 530 mil das contas de Bigode em 2024, atendendo a um pedido de Scarpa. Também houve decisões que atingiram parte do salário do atacante, reforçando a gravidade da disputa.
Valores bloqueados e novas decisões
Outro desdobramento relevante foi a decisão favorável a Mayke, que garantiu o direito de receber R$ 4,5 milhões referentes a parte dos prejuízos. Os atletas afirmam ter sido vítimas de uma operação que funcionava como pirâmide financeira. Bigode, por sua vez, declara também ter sido enganado pela empresa responsável pelos investimentos.
O caso ganhou grande visibilidade nacional e segue em tramitação. As ações continuam progredindo, e as decisões já aplicadas demonstram que a disputa permanece ativa.
Scarpa pressiona por resolução
Antes da bola rolar, tiveram um cumprimento cordial, com aperto de mãos. Durante o jogo, ficaram próximos em algumas jogadas, mas sem disputa direta. Após o jogo, o meia comentou:
“Muitas emoções. Muita coisa que passa na cabeça, mas, antes de deixar qualquer raiva ou qualquer sentimento tomar conta, eu sou profissional, me segurei ali. Foi um momento diferente.”
Scarpa falou novamente sobre o episódio e lamentou o rompimento da amizade com Bigode. Segundo o jogador, o processo precisa ser concluído rapidamente para que ele possa recuperar parte do montante perdido.
“A gente tinha uma amizade muito maneira, mas o maluco decidiu ir por outro caminho e agora paciência. Torço para que tudo se resolva o quanto antes. A situação é muito ‘preto no branco’ e não vejo a hora de receber o que é meu de direito”, afirmou o meia.
Atualmente, a disputa judicial segue sem previsão de encerramento. As decisões recentes mostram um processo em constante evolução, enquanto Scarpa e Mayke tentam recuperar os valores investidos. Por conseguinte, a expectativa dos atletas é que as próximas etapas definam de forma clara as responsabilidades sobre o prejuízo milionário ligado aos investimentos em criptomoedas.