SEC acusa empresas de fraude cripto de US$ 130 milhões

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A SEC acusou a BG Wealth Sharing Ltd. e a DSJ Exchange Pty Ltd. de promover uma fraude de investimento em criptomoedas. Segundo a agência, as empresas têm registro societário no Colorado, mas operavam do exterior. Ao todo, elas teriam captado mais de US$ 130 milhões de dezenas de milhares de investidores de varejo.

A SEC apresentou a ação ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia. Nesse intervalo, entre outubro de 2025 e junho de 2026, as companhias teriam atraído investidores de mais de 40 estados e territórios americanos. Assim, o alcance da operação teria se estendido por grande parte dos Estados Unidos.

Os participantes ingressavam em um programa descrito como compartilhamento de riqueza. Dessa forma, as empresas prometiam retornos sem risco por meio de sinais para negociações de ativos digitais. Com isso, apresentavam as operações com criptomoedas como uma oportunidade de ganhos recorrentes.

Registros falsos teriam reforçado o esquema

De acordo com a denúncia da SEC, a BG Wealth afirmava ser o maior fundo de hedge do mundo. A companhia também alegava ter registro na agência como consultora de investimentos. Nesse discurso, descrevia a DSJ Exchange como uma plataforma licenciada, segura e parceira da operação.

A SEC declarou que nenhuma dessas afirmações era verdadeira. Ainda conforme a denúncia, as empresas enviaram formulários Form ADV e Form D falsos à agência. Esses documentos ficavam disponíveis no site da reguladora e ajudavam a transmitir uma aparência de legitimidade.

Posteriormente, as companhias teriam compartilhado os registros com potenciais investidores. Desse modo, apresentavam os formulários como suposta prova de que a SEC havia licenciado ou aprovado suas atividades. No entanto, a agência removeu os documentos Form ADV e Form D de seu site.

Pagamentos periódicos ajudavam a atrair participantes

Laura D’Allaird, chefe da Unidade de Cibernética e Tecnologias Emergentes da Divisão de Fiscalização da SEC, comentou o caso. “Esse suposto esquema foi bem planejado”, afirmou. Na avaliação da executiva, diferentes canais ajudaram as empresas a manter o envolvimento dos investidores.

Para isso, as rés teriam usado redes sociais, canais de mensagens criptografadas, videoconferências semanais e um aplicativo móvel. Além disso, a denúncia afirma que elas exibiam certificados falsos com o selo da SEC. Segundo a agência, esses recursos reforçavam a falsa aparência de segurança da operação.

Enquanto atraíam novos participantes, as empresas faziam pagamentos periódicos a alguns investidores. A reguladora classificou a prática como uma tática semelhante à usada em esquemas Ponzi. Assim, as companhias teriam mantido parte dos recursos e se apropriado do restante dos valores captados.

SEC pede multas e devolução dos recursos

A SEC acusou as duas empresas de violar disposições antifraude da Lei de Valores Mobiliários de 1933. Também apontou infrações à Lei de Valores Mobiliários de 1934. Separadamente, a agência acusou a BG Wealth de descumprir as seções 204(a) e 207 da Lei de Consultores de Investimento de 1940.

Agora, a reguladora busca liminares permanentes, devolução dos valores com juros anteriores ao julgamento e multas civis. Além das penalidades financeiras, a SEC solicitou medidas judiciais relacionadas à conduta da BG Wealth. A ação atribui às duas companhias tanto a captação fraudulenta quanto o desvio de recursos.

Agência alerta sobre falsos registros regulatórios

Por sua vez, o Escritório de Educação e Assistência ao Investidor da SEC publicou alertas sobre golpes envolvendo registros de consultores isentos. Nesse contexto, fraudadores podem usar documentos regulatórios para criar uma falsa aparência de legitimidade. A agência recomenda que investidores verifiquem no Investor.gov o histórico de quem oferece ou vende investimentos em criptomoedas.

A Comissão de Valores Mobiliários de Alberta e o Departamento de Comércio e Assuntos do Consumidor do Havaí apoiaram a investigação. Da mesma forma, autoridades do Texas, Utah, Washington e Wisconsin colaboraram com o trabalho da SEC. Outras instituições regulatórias também auxiliaram a apuração conduzida pela agência americana.

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