Solana: golpe leva US$ 30,7 mil após teste de US$ 10
Criminosos miraram quase 4,5 milhões de carteiras de Solana com endereços falsos semelhantes aos legítimos durante 11 meses. Segundo um levantamento da Bitquery, divulgado em 9 de outubro de 2026, pequenas transferências podem anteceder pagamentos maiores aos golpistas. O estudo contabilizou 4.497.798 carteiras visadas entre 30 de outubro de 2025 e 7 de outubro de 2026.
A técnica recebe o nome de envenenamento de endereço. Nesse método, criminosos inserem uma entrada enganosa no histórico de pagamentos da carteira por meio de uma transferência mínima. Assim, o endereço semelhante aparece perto do destinatário legítimo e pode induzir o usuário a copiá-lo em operações posteriores.
Endereços semelhantes ampliam risco na Solana
A Bitquery descreveu um caso ocorrido em 17 de novembro de 2025. Primeiro, uma carteira enviou US$ 10 em USDT ao próprio endereço de depósito na Gate.io. Doze segundos depois, um endereço semelhante transferiu uma quantia mínima, conhecida como dust, para a mesma carteira.
Em seguida, o titular enviou um segundo teste de US$ 10 ao endereço falso. Logo depois, transferiu 30.749,80 USDT para o mesmo destino. Portanto, a carteira enviou cerca de US$ 30,7 mil ao endereço controlado pelo golpista.
Embora a transferência de teste tenha chegado ao destino selecionado, ela não confirmou quem controlava aquele endereço. No entanto, o recebimento dos recursos criou uma falsa sensação de segurança para o titular. Dessa forma, repetir a operação apenas repetiu o erro cometido durante a seleção do endereço.
Estimativa de perdas abrange parte das carteiras
Receber dust, por si só, não esvazia uma carteira nesse tipo de golpe. Afinal, a perda ocorre apenas quando o proprietário autoriza um pagamento posterior ao endereço semelhante. Para classificar uma carteira, a Bitquery exigiu um pagamento de pelo menos US$ 1 em SOL, USDC ou USDT no mesmo dia.
Além disso, o filtro considerou o envio de dust ou de uma stablecoin falsa por outro endereço. Nesse filtro, o endereço enganoso precisava coincidir com pelo menos três caracteres no início e no fim do destinatário verdadeiro. A análise de perdas avaliou um grupo menor, com cerca de 3 milhões de carteiras contaminadas até 9 de julho de 2026.
Dentro desse grupo, 1.104 carteiras fizeram pagamentos que atenderam aos critérios da pesquisa. Juntas, elas transferiram US$ 940.106 para os endereços analisados. Assim, o total de quase 4,5 milhões representa carteiras visadas, não usuários que necessariamente perderam dinheiro.
Ainda assim, a estimativa representa um piso para as perdas. Isso porque o cálculo incluiu pagamentos de pelo menos US$ 1 realizados até 90 dias após o primeiro dust. Posteriormente, outro pagamento poderia entrar na conta caso a carteira recebesse mais dust naquele dia. Já a metodologia excluiu contaminações posteriores a 9 de julho, operações fora das regras e relações anteriores que poderiam indicar pagamentos legítimos.
Verificação do endereço reduz exposição ao golpe
Para reduzir o risco, o usuário deve evitar endereços retirados diretamente do histórico de transações. Antes de autorizar o pagamento, precisa comparar o destino completo com uma fonte confiável. Em seguida, deve confirmar se escolheu a rede correta para a transferência. Caso envie recursos ao endereço errado, a carteira não consegue reverter a operação.
A Phantom também recomenda evitar endereços copiados do histórico e verificar o destino antes do envio. Primeiro, suas orientações para recebimento indicam a confirmação do endereço exato e da rede. Depois, o usuário deve consultar o status da operação em um explorador de blockchain. Portanto, o teste com uma quantia pequena não substitui a conferência da identidade de quem controla o destino.
| | Receba nossas últimas notícias em primeira mão. Adicione-nos como sua fonte preferida no Google e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações. |
|---|