Solana inicia nova fase com foco em finanças globais
Líderes de projetos do ecossistema Solana destacaram no Consensus Hong Kong 2026 que a rede avança para uma etapa mais madura. A intenção é reduzir a dependência do hype das memecoins e fortalecer soluções voltadas a pagamentos, liquidez institucional e aplicações do mundo real. Além disso, a nova fase busca consolidar a rede como uma base estável para operações financeiras globais.
Esse movimento ocorre após anos de associações com ciclos especulativos e com o impacto negativo do colapso da FTX em 2022. No entanto, a rede manteve forte atividade de desenvolvimento e agora prioriza utilidade prática. Com o volume de stablecoins já acima de US$ 15,5 bilhões, cresce a percepção de que a infraestrutura se aproxima de um padrão robusto para pagamentos digitais.
“Se Solana não fizer isso, ninguém fará”, afirmou Lily Liu, presidente da Solana Foundation, reforçando o compromisso com soluções financeiras reais.
Base técnica voltada a finanças on-chain
Armani Ferrante, fundador da Backpack Exchange, afirmou que o colapso da FTX funcionou como um divisor, fortalecendo os desenvolvedores que permaneceram ativos. Segundo ele, o avanço mais relevante envolve integrar serviços financeiros tradicionais diretamente à infraestrutura de blockchain. Assim, o ecossistema amplia conexões com mercados globais.
“Tudo o que temos hoje é apenas um teste de conceito”, disse Ferrante ao comparar o setor cripto com a liquidez global.
De acordo com Austin Federa, cofundador da DoubleZero, mesmo durante a fase de fuga de capital, as equipes técnicas permaneceram. Portanto, a evolução do ecossistema não dependeu das pressões do mercado. Esse foco atraiu atenção institucional, como demonstrado no acordo que possibilitou à Jupiter realizar liquidações com o JupUSD.
Tokens do ecossistema, como Jito e Jupiter, também mostram menor correlação com o mercado amplo, refletindo maior busca por utilidade concreta e menor exposição a ciclos curtos de especulação. Além disso, o crescimento da atividade institucional tende a reforçar essa tendência.
Infraestrutura voltada à adoção institucional
A mudança de imagem, antes marcada pela rivalidade com o Ethereum, exige melhorias constantes na infraestrutura. Federa alertou que qualquer acomodação pode abrir espaço para concorrentes. Assim, novas atualizações buscam reduzir ainda mais a latência da rede. Esse aspecto é essencial para negociações rápidas e para a tokenização de ativos reais em grande escala.

O preço da SOL caiu abaixo do suporte de US$ 119 após diversas rejeições em níveis mais altos. Atualmente, o ativo testa a região de US$ 79, considerada vital para estabilização. Caso os compradores não consigam recuperar suportes anteriores, o movimento permanece enfraquecido, indicando cautela. No entanto, projeções apontam possibilidade de retorno à faixa entre US$ 128 e US$ 178 até o fim de 2026.
Protocolos DeFi como Kamino e Jito contribuem para formar camadas de liquidez mais sólidas. Além disso, essas iniciativas ampliam a capacidade técnica do ecossistema para atender instituições que exigem desempenho mais estável. Assim, a rede reforça seu reposicionamento estratégico, priorizando confiabilidade e utilidade acima do hype.
No curto prazo, o aumento da oferta de stablecoins, a retenção de grandes equipes de desenvolvimento e a entrada gradual de capital institucional indicam que a Solana acelera sua transição para uma infraestrutura financeira mais madura e menos vulnerável a ciclos especulativos.