Solana lidera perdas em tesourarias, diz Pillows
Empresas que mantêm reservas em criptomoedas enfrentam um cenário desafiador em 2026. Ainda assim, companhias expostas à Solana registram as perdas mais intensas, segundo análise do mercado.
Quedas acentuadas expõem fragilidade da Solana
O analista Ted Pillows afirmou, em publicação na rede X, que empresas com tesouraria baseada em Solana têm se comportado como “memecoins de Solana”, devido à magnitude das quedas. Segundo ele, essas companhias acumulam perdas entre 80% e 90%.
“As empresas de tesouraria de Solana estão se comportando como memecoins de Solana”, escreveu o analista.
Fonte: Ted Pillows no X
Entre os exemplos citados estão Forward Industries, Sol Strategies, Sharps Technology e DeFi Development Corporation (DFDV). A Forward Industries, apontada como a maior tesouraria ligada à Solana, viu suas ações caírem de mais de US$ 40 para cerca de US$ 4 em um ano, com recuo superior a 80% nos últimos seis meses.

Fonte: Ted Pillows no X
Além disso, o próprio desempenho da Solana reforça essa pressão. Desde os picos de outubro de 2025, o ativo acumula queda mais acentuada que concorrentes diretos. Nos últimos seis meses, o SOL recuou cerca de 55%, enquanto Bitcoin, Ethereum e XRP caíram menos de 50% no mesmo período.
Como resultado, empresas com reservas em Solana sofrem impacto ampliado. Isso ocorre porque suas estratégias dependem diretamente da valorização do ativo, o que pressiona tanto o valor de mercado quanto a confiança dos investidores.
Ethereum mostra maior resiliência relativa
Apesar do cenário negativo, empresas ligadas ao Ethereum apresentam maior resistência no curto prazo. Ainda assim, Pillows avalia que o mercado ainda não atingiu um fundo definitivo, o que pode gerar apenas alívios temporários.
“O mercado ainda pode buscar novas mínimas antes de formar um fundo consistente”, indicou o analista em outra publicação.
Fonte: Ted Pillows no X
Nesse contexto, a Bitmine, empresa associada ao Ethereum liderada por Tom Lee, registra queda de cerca de 60% em seis meses. Ainda assim, o desempenho supera o de companhias expostas à Solana.
Perdas bilionárias destacam riscos do modelo
Dados da plataforma DropsTab mostram que a Bitmine acumula cerca de US$ 6 bilhões em perdas não realizadas em suas reservas de Ethereum. O preço médio de aquisição gira em torno de US$ 3.670 por ETH.
Apesar disso, a estratégia de longo prazo segue positiva. Nos últimos 12 meses, as ações da empresa avançaram 168%, indicando recuperação parcial mesmo em ambiente adverso.
Por outro lado, a Strategy, liderada por Michael Saylor, também enfrenta volatilidade relevante. O prejuízo não realizado gira em torno de US$ 1 bilhão atualmente. Em momentos anteriores, quando o Bitcoin caiu para US$ 60.000, as perdas chegaram a cerca de US$ 7 bilhões.
Mais recentemente, com o Bitcoin negociado próximo de US$ 76.000, acima do preço médio de aquisição da Strategy (US$ 75.610), o portfólio voltou temporariamente ao campo positivo.
Fonte: TradingView
Em suma, embora todo o mercado cripto enfrente pressão, os impactos variam entre ativos. Nesse sentido, a Solana lidera as perdas recentes, ampliando o risco para empresas com alta exposição ao token e reforçando a importância de estratégias mais diversificadas.