Solana oscilará entre US$ 100 e US$ 67 em abril

O preço da Solana (SOL) iniciará abril de 2026 em uma zona decisiva. Atualmente negociado próximo de US$ 83,40, o ativo permanece cerca de 77% abaixo de sua máxima histórica. Ainda assim, o mercado se divide entre um movimento de recuperação até US$ 100 ou uma nova queda para a região de US$ 67.

Apesar de uma leve alta recente, o comportamento do preço indica compressão. Ao mesmo tempo, indicadores técnicos e dados de derivativos sugerem que um movimento mais intenso pode ocorrer nas próximas semanas. Por isso, investidores acompanham níveis-chave com atenção.

Estrutura técnica aponta compressão de preço

Gráfico Solana

Fonte: TradingView

Desde o fundo registrado em fevereiro, em US$ 67,44, a Solana passou a formar mínimas mais altas. Dessa forma, uma linha de tendência ascendente sustenta o movimento. Além disso, o indicador Supertrend segue abaixo do preço desde meados de março, atualmente em US$ 79,67, funcionando como suporte dinâmico.

Por outro lado, o SAR parabólico permanece acima do preço, na região de US$ 90,91, limitando tentativas de alta. Ao mesmo tempo, a faixa entre US$ 94 e US$ 100 atua como resistência relevante, com rejeições frequentes.

Esse conjunto forma um padrão clássico de compressão, com topos descendentes e fundos ascendentes. Historicamente, esse tipo de estrutura costuma anteceder movimentos mais fortes. Assim, caso o suporte em US$ 79,67 seja perdido, o preço pode retornar rapidamente para a faixa de US$ 67.

Níveis técnicos no radar do mercado

No curto prazo, o suporte imediato está em US$ 79,67, seguido pela região entre US$ 82 e US$ 84. Em contrapartida, a primeira resistência aparece em US$ 90,91. Logo depois, a zona entre US$ 94 e US$ 100 segue como principal barreira.

Abaixo desses níveis, o fundo em US$ 67,44 volta ao radar. Já em uma visão mais ampla, a faixa entre US$ 52,11 e US$ 72,55, associada à retração de Fibonacci de 0,618, aparece como suporte estrutural relevante.

Derivativos e fluxo institucional indicam cautela

Dados recentes sugerem saída líquida em produtos institucionais ligados à Solana, o que o mercado interpreta como redução momentânea de apetite por risco. Em um dos registros mais recentes, houve retirada de cerca de US$ 6,17 milhões de um fundo associado ao ativo.

Como resultado, os fluxos totais recuaram para aproximadamente US$ 979 milhões, enquanto os ativos líquidos também diminuíram em relação ao pico observado em março. Desde então, os aportes perderam força.

Esse movimento sugere cautela institucional no curto prazo. Ainda assim, não indica necessariamente reversão estrutural, mas sim ajuste de posicionamento.

Derivativos Solana

Fonte: Coinglass

No mercado de derivativos, o volume de futuros subiu 9,14%, alcançando US$ 10,71 bilhões. No entanto, o open interest caiu 5%, para US$ 5,11 bilhões. Isso indica fechamento de posições, e não abertura de novas apostas.

Enquanto isso, o mercado de opções registrou aumento tanto no volume quanto no open interest. Dessa maneira, traders parecem adotar estratégias mais defensivas, buscando proteção diante da incerteza.

Embora a relação entre posições compradas e vendidas ainda favoreça os compradores, especialmente entre grandes contas, o recuo geral aponta para menor exposição ao risco.

Fibonacci pode orientar próximo movimento

Em uma perspectiva mais ampla, a Solana se aproxima de uma zona técnica relevante. A retração de Fibonacci de 0,618, entre US$ 52,11 e US$ 72,55, historicamente funciona como área de suporte em ciclos anteriores.

No entanto, esse nível ainda não foi plenamente testado no cenário atual. Caso o preço perca US$ 79,67 e rompa abaixo de US$ 67,44, essa região pode ganhar protagonismo como zona de suporte.

Analistas consideram essa faixa como possível área de acumulação. Ainda assim, fatores como fluxo institucional e sentimento do mercado continuarão determinantes.

O que esperar da Solana em abril

Para um cenário positivo, a Solana precisa sustentar o suporte em US$ 79,67 e recuperar o nível de US$ 90,91 com consistência. Se romper a faixa entre US$ 94 e US$ 100, o ativo pode abrir espaço para avanços mais amplos.

Por outro lado, a perda do suporte atual pode acelerar o movimento de queda até US$ 67,44. Além disso, a continuidade de saídas institucionais e a redução do open interest tendem a reforçar a pressão vendedora.

Em resumo, o preço permanece comprimido entre suporte e resistência. Nesse sentido, abril deve ser decisivo para definir a próxima tendência da Solana, com o mercado atento aos sinais técnicos e ao comportamento dos investidores.