Solana pode cair a US$ 50 com pressão vendedora
O mercado de criptomoedas iniciou a semana sob pressão vendedora. Nesse cenário, a Solana aparece entre os ativos mais impactados e se aproxima da faixa de US$ 80, refletindo fragilidade no curto e médio prazo.
De fato, a volatilidade recente reforça um ambiente de incerteza. Além disso, o comportamento de grandes participantes amplia o pessimismo. Isso porque empresas que mantêm reservas em SOL intensificaram vendas, o que tende a pressionar ainda mais o preço.
Vendas de grandes detentores pressionam o mercado
Dados recentes indicam que investidores, tanto de curto quanto de longo prazo, já vinham reduzindo exposição ao ativo. No entanto, o movimento ganhou força com liquidações relevantes por parte de entidades com reservas em Solana.
O investidor e analista macro Ted Pillows afirma que esses participantes vêm despejando grandes volumes de SOL nos últimos meses. Além disso, o ritmo das vendas teria aumentado recentemente, com negociações em níveis mais baixos.

Como resultado, o aumento da oferta disponível tende a manter a pressão sobre os preços. Ao mesmo tempo, o movimento pode refletir ajustes estratégicos de portfólio, o que eleva a cautela entre investidores.
Segundo Pillows, a ausência de demanda compradora consistente preocupa. Caso esse quadro persista, o ativo pode prolongar a tendência de queda e testar níveis próximos de US$ 50 ao longo de 2026.
Dados on-chain apontam redução de liquidez
No campo on-chain, os sinais também indicam enfraquecimento. A rede Solana registra queda na oferta de stablecoins, um indicador relevante de liquidez e considerado de difícil manipulação.
O usuário AdrianoFeria.eth destacou que a atividade da rede perde força em comparação com o ecossistema Ethereum, sugerindo redução do capital circulante.
Dados apontam que a Solana registrou saídas superiores a US$ 250 milhões em stablecoins no último mês, sinalizando queda na liquidez da rede.
Assim, a diminuição da liquidez impacta diretamente a atividade em aplicações descentralizadas. Como consequência, o dinamismo do ecossistema tende a enfraquecer, reforçando a leitura negativa do mercado.
Suporte técnico entra em zona decisiva
Do ponto de vista técnico, o cenário também inspira cautela. A recente correção reduziu a força compradora e levou o preço a níveis críticos.
O analista UniChartz aponta que a região de US$ 81 funciona como suporte chave. Caso haja rompimento com confirmação, a tendência de baixa pode se intensificar.
Nesse contexto, o próximo suporte relevante aparece na faixa de US$ 45, o que amplia o risco de uma correção mais profunda se o sentimento negativo persistir.
No momento da redação, a Solana é negociada próxima de US$ 83. Embora tenha registrado leve alta de 1,14% nas últimas 24 horas, o volume subiu mais de 36%, indicando maior atividade, mas não necessariamente reversão de tendência.
Em conclusão, a combinação de vendas relevantes, queda na liquidez on-chain e fragilidade técnica coloca a Solana em uma posição delicada. Assim, o mercado segue atento a possíveis sinais de estabilização enquanto o ativo testa níveis críticos.