Solana retoma US$ 74 e mira rompimento em US$ 90

A Solana voltou a ser negociada acima de US$ 74 após uma fase de lateralização. Com isso, o ativo retornou a uma zona técnica decisiva para o curto prazo. Traders e analistas agora acompanham a reação do preço após a recuperação iniciada perto de US$ 70, região que segurou várias tentativas de queda.

De acordo com a leitura técnica mais recente, a Solana ainda opera comprimida dentro de uma estrutura bem definida entre US$ 62,08 e US$ 76,00. Nesse sentido, essa faixa concentra a principal disputa entre compradores e vendedores, com reações frequentes perto das extremidades.

Faixa técnica concentra disputa no curto prazo

No lado inferior da estrutura, os suportes mais observados seguem em US$ 69,50 e US$ 62,08. Nessas áreas, o interesse comprador conteve quedas mais fortes nas últimas sessões. Em contrapartida, a resistência imediata aparece entre US$ 76,00 e US$ 83,00, faixa que já interrompeu várias tentativas de continuação da alta.

Gráfico de preço da Solana

Fonte do gráfico: consulta em 22 de junho de 2026.

Apesar da retomada acima de US$ 74, parte da análise técnica de curto prazo ainda trata a alta como possível correção dentro de uma estrutura mais ampla de baixa. Ou seja, o avanço recente pode representar pressão compradora temporária até a região de US$ 76.

Se os compradores não sustentarem o preço acima dessa barreira, a rejeição pode ganhar força. Nesse cenário, o primeiro suporte volta a ser US$ 69,50. Posteriormente, o mercado pode retestar a base da faixa em US$ 62,08.

Resistência entre US$ 76 e US$ 83 segue no radar

Ainda que o preço tenha melhorado no curtíssimo prazo, a região entre US$ 76,00 e US$ 83,00 continua como o principal obstáculo imediato. Afinal, é nessa zona que o mercado precisa mostrar força para confirmar uma recuperação mais consistente.

Caso contrário, a Solana tende a permanecer presa em consolidação, com oscilações rápidas dentro da faixa atual. Além disso, alguns analistas consideram que o movimento recente pode representar apenas um rali de contra tendência.

Dessa forma, altas em direção às resistências poderiam servir para captar liquidez antes de novas reversões. Esse cenário manteria o ativo dentro de um ciclo mais amplo de baixa no mercado de criptomoedas.

US$ 90 separa recuperação de nova consolidação

Embora a barreira mais próxima esteja em US$ 76, análises em prazos mais amplos indicam que o nível mais importante para a Solana permanece em US$ 90. Conforme esse cenário, essa região funciona como ponto estrutural de rompimento.

Um avanço acima de US$ 90 abriria espaço para busca de liquidez entre US$ 100 e US$ 114. Em outras palavras, essa faixa aparece como o próximo alvo relevante nos tempos gráficos superiores.

Por outro lado, a incapacidade de superar US$ 90 tende a manter o comportamento do preço dentro de um ambiente corretivo mais amplo. Portanto, esse patamar passou a atuar como a principal linha de separação entre continuidade da recuperação e nova consolidação.

Pedidos de ETFs ampliam foco institucional

Além da análise gráfica, o sentimento em torno da Solana também recebeu influência de fatores institucionais. No campo dos produtos regulados, o Morgan Stanley avançou com registros para ETFs spot de Solana e Ethereum, com taxa de administração proposta de 0,14%.

Ademais, esse patamar colocaria os produtos entre as propostas de ETFs de criptomoedas de menor custo atualmente em análise. A estrutura apresentada também inclui mecanismos de staking. Nesse modelo, os produtos repassariam aos investidores grande parte das recompensas após a cobertura dos custos operacionais.

Embora os ETFs ainda não tenham aprovação, os pedidos sinalizam interesse institucional crescente por exposição estruturada à Solana por meio de instrumentos financeiros regulados. Nesse meio tempo, o mercado segue atento ao comportamento do preço entre US$ 72 e US$ 76.

Assim, os suportes em US$ 69,50 e US$ 62,08, a resistência entre US$ 76,00 e US$ 83,00 e o nível de US$ 90 seguem como referências centrais. Ao mesmo tempo, o avanço dos registros de ETFs pelo Morgan Stanley reforça o peso institucional no cenário atual do ativo.