Solana vê risco em US$ 61 com US$ 7,4 bi em longs

O mercado da Solana atravessa uma fase decisiva em 2026. O sentimento dos traders piorou, enquanto o volume negociado caiu ao menor nível do ano. Ao mesmo tempo, o mercado de derivativos segue carregado em posições compradas. Esse quadro pode sustentar uma recuperação, mas também amplia o risco de liquidações se a SOL voltar a cair.

Volume de SOL cai ao menor nível de 2026

No período analisado, o volume de negociação da SOL recuou para cerca de US$ 2,27 bilhões. Dessa forma, o ativo marcou o menor patamar de 2026. Além disso, a pontuação de sentimento negativo subiu para 14,05, a maior onda de pessimismo em torno do token desde novembro de 2025.

Gráfico de sentimento e volume da Solana
Fonte: Santiment Intelligence

Parte dessa frustração vem do descompasso entre a expansão do ecossistema da Solana e o desempenho do preço. Embora as narrativas sobre ações tokenizadas e ativos do mundo real tenham ganhado força, os operadores ainda não identificam uma melhora consistente no comportamento da SOL.

Ainda assim, esse quadro não elimina a chance de reação. Em mercados pressionados, níveis extremos de negatividade costumam abrir espaço para movimentos inesperados. Portanto, um retorno mesmo moderado da demanda pode favorecer uma recuperação de curto prazo.

Sentimento fraco contrasta com expectativa de reação

A leitura de sentimento mostra cautela crescente. No entanto, extremos de pessimismo muitas vezes antecedem repiques técnicos. Nesse sentido, a fraqueza atual não encerra o potencial de alta, mas exige confirmação no preço e no volume.

Derivativos elevam pressão sobre posições compradas

Embora o sentimento geral siga fraco, o mercado de derivativos da Solana mostrava inclinação para posições long. A leitura de Joao Wedson para o mapa de liquidação apontava cerca de US$ 7,4 bilhões em exposição comprada, contra aproximadamente US$ 3,1 bilhões em posições vendidas.

Mapa de liquidação da Solana
Fonte: Alphractal

A maior zona de liquidação de posições compradas estava concentrada entre US$ 61 e US$ 62. Em outras palavras, essa faixa ficava cerca de 20% abaixo do preço observado no momento da publicação original. Assim, uma queda mais acentuada poderia ampliar a pressão baixista, já que essas posições seriam encerradas à força.

Zonas de liquidação da Solana
Fonte: Alphractal

Ao mesmo tempo, a relação long/short nas principais exchanges começou a se recuperar e se aproximava de 2,23. Com isso, muitos traders voltavam a assumir viés de alta, mesmo em um ambiente de menor convicção no mercado à vista.

Relação long short da Solana
Fonte: CryptoQuant

Esse posicionamento, por si só, não confirma uma nova correção. Contudo, um mercado excessivamente carregado em posições compradas tende a ficar mais vulnerável se o ativo perder suportes importantes no curto prazo.

Concentração de longs aumenta sensibilidade do preço

Conforme o mapa de liquidação, a assimetria entre comprados e vendidos continua expressiva. Além disso, a exposição de US$ 7,4 bilhões em longs deixa a SOL mais sensível a movimentos bruscos. Por conseguinte, qualquer perda de suporte pode acelerar liquidações em cascata.

Preço da SOL tenta manter recuperação

No gráfico, a SOL negociava perto de US$ 77,95. O ativo havia se recuperado das mínimas de junho e testava a região entre US$ 82 e US$ 83, faixa observada como relevante para a continuidade do movimento.

Os indicadores técnicos ainda sustentavam algum alívio. O RSI permanecia em território neutro, sem sinal claro de sobrecompra. Já o MACD seguia positivo, com a linha MACD em 1,91, acima da linha de sinal em 1,38.

Gráfico de preço da Solana no TradingView
Fonte: TradingView

Apesar disso, o ritmo da recuperação mostrava desaceleração. Para reconstruir a confiança do mercado, a Solana precisa superar novamente os topos recentes. Caso contrário, a elevada concentração de posições long seguirá como um ponto central de atenção nos próximos movimentos.

Em suma, a Solana reúne volume no menor nível de 2026, sentimento negativo no pior patamar desde novembro de 2025 e cerca de US$ 7,4 bilhões em exposição comprada no mercado de derivativos. Além disso, o preço rondava US$ 77,95, após testar a faixa entre US$ 82 e US$ 83.

O suporte da SOL segue no radar, mas o excesso de posições compradas pode definir a próxima direção do preço se a resistência continuar intacta.