S&P 500 sobe 1,2% apesar da alta dos yields

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Índices de Wall Street encerram semana no azul

As ações dos Estados Unidos encerraram a sexta-feira em alta, após uma semana instável em Wall Street. O Dow Jones subiu 479 pontos, ou 0,9%, e terminou o pregão aos 51.829 pontos. Enquanto isso, o S&P 500 e o Nasdaq Composite avançaram cerca de 0,5% cada. O movimento levou os três principais índices a fecharem a sessão em terreno positivo.

Desempenho do índice Dow Jones Industrial Average

Fonte: Dow Jones Industrial Average

 

No acumulado da semana, o Dow Jones ganhou 0,3%. Já o S&P 500 avançou 1,2%, enquanto o Nasdaq registrou alta de 2%. Mesmo após uma correção no meio da semana, os três índices mantiveram ganhos. Assim, as ações resistiram à volatilidade observada nos mercados de títulos e petróleo.

Entre os destaques da sexta-feira, as ações da Akamai Technologies subiram 3%. A valorização ocorreu após a empresa anunciar um acordo plurianual com a Anthropic. Além disso, a Meta Platforms acumulou alta de quase 13% na semana. O interesse no novo agente de inteligência artificial Muse impulsionou os papéis da companhia.

Yields dos Treasuries pressionam investidores

Durante a semana, o mercado de títulos apresentou fortes oscilações. O rendimento do Treasury de dez anos alcançou 5,228%, seu maior nível desde 2007. Antes do fechamento, porém, o yield recuou para 5,18%. Ainda assim, a taxa encerrou a sexta-feira em uma nova máxima de 19 anos.

A última vez que os yields dos Treasuries estiveram tão altos, a dívida nacional dos Estados Unidos somava US$ 8,9 trilhões. Hoje, a dívida do país alcança US$ 40,1 trilhões. Isso representa um aumento de US$ 31,2 trilhões, para um valor mais de 4,5 vezes superior.

Fonte: The Kobeissi Letter no X

Por sua vez, o rendimento dos títulos de 30 anos fechou em 5,5%. Antes disso, a taxa havia superado esse patamar pela primeira vez em 22 anos. Já o rendimento dos Treasuries de dois anos caiu levemente e encerrou o período em 4,862%. Portanto, os vencimentos longos concentraram a maior pressão do mercado.

Comentários hawkish de dirigentes do Federal Reserve ajudaram a elevar os yields. Os preços elevados da energia, ligados ao conflito no Oriente Médio, também contribuíram para o movimento. Além disso, um relatório de gerentes de compras acima das expectativas reforçou a pressão. Esses fatores reduziram as perspectivas de uma política monetária menos restritiva.

Nesse cenário, os futuros de fed funds indicam probabilidade entre 64% e 66% de alta dos juros em outubro. Ao mesmo tempo, o mercado projeta outros três aumentos de 0,25 ponto percentual até o fim de 2027. Dessa forma, investidores continuam atentos às próximas declarações do Federal Reserve. Novos indicadores econômicos também poderão influenciar as projeções para os juros.

Petróleo recua com negociações sobre Ormuz

Os preços do petróleo caíram após relatos sobre negociações entre Estados Unidos e Irã. As conversas envolviam um possível acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. Conforme os relatos, o Irã pediu a retomada de um memorando de entendimento firmado em junho. Com isso, o West Texas Intermediate recuou 2,33%, para US$ 92,41 por barril.

O Brent, referência internacional, caiu 2,14% e fechou em US$ 104,32 por barril. Enquanto isso, os operadores acompanharam os desdobramentos das relações entre Estados Unidos e China. As negociações comerciais continuaram durante a visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos. A movimentação diplomática acrescentou outro fator de atenção aos mercados globais.

Paralelamente, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os dois países estenderam a trégua comercial por dois meses. Mais detalhes sobre as negociações devem surgir posteriormente. Por outro lado, a leitura de setembro da confiança do consumidor da Universidade de Michigan enfraqueceu. Mesmo assim, o resultado ficou acima da estimativa inicial.

A pesquisa também mostrou aumento nas expectativas de inflação dos consumidores, inclusive no longo prazo. Esse dado acrescenta outro componente às próximas decisões do Federal Reserve. Portanto, yields elevados ainda podem pressionar ações e crescimento, embora a economia tenha demonstrado resiliência. Investidores devem acompanhar os títulos públicos, o petróleo e as negociações comerciais nos próximos pregões.

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