Standard Chartered planeja custódia digital em Singapura
O Standard Chartered planeja oferecer serviços de custódia digital para clientes institucionais e corporativos em Singapura. A iniciativa permitirá que essas organizações armazenem instrumentos digitais em uma estrutura bancária segura e regulada. Segundo o banco, cresce a procura por infraestrutura capaz de movimentar e administrar esses instrumentos. Com a expansão, o grupo levará ao país uma atividade que já mantém nos Emirados Árabes Unidos, em Luxemburgo e Hong Kong.
Singapura receberá nova estrutura de custódia
Singapura reúne um ecossistema relevante de inovação financeira e uma presença expressiva de investidores institucionais. Nesse cenário, o Standard Chartered pretende atender à demanda por soluções confiáveis no setor de ativos digitais. Patrick Lee, CEO do Standard Chartered em Singapura e responsável pelas regiões ASEAN e Sul da Ásia, detalhou os planos do banco. Na avaliação do executivo, uma infraestrutura robusta será essencial para armazenar, movimentar e administrar instrumentos tokenizados em escala institucional.
O serviço abrangerá criptomoedas selecionadas, stablecoins e ativos do mundo real tokenizados. Dessa forma, o banco reunirá diferentes classes digitais dentro de uma estrutura institucional de custódia. A oferta também deverá apoiar clientes que precisam cumprir requisitos internos de segurança, governança e controle. Por isso, a instituição considera Singapura um mercado estratégico para ampliar essa operação.
Ao mesmo tempo, a tokenização ganhou espaço entre instituições financeiras tradicionais de Wall Street. Várias empresas passaram a fechar acordos com companhias do mercado cripto para desenvolver produtos baseados em blockchain. Em muitos casos, essas iniciativas buscam representar ações e outros instrumentos tradicionais em redes digitais. Com isso, as instituições pretendem viabilizar negociações contínuas, durante 24 horas por dia e sete dias por semana.
Bancos ampliam serviços ligados ao Bitcoin
Bancos dos Estados Unidos, da Europa e de outras regiões também avançam sobre serviços relacionados ao Bitcoin. Nesse movimento, a custódia digital costuma representar uma das primeiras etapas de entrada dessas instituições no setor. A atividade oferece a base necessária para guardar e movimentar instrumentos digitais em maior escala. Além da segurança, essa estrutura ajuda os bancos a atender exigências operacionais e regulatórias de clientes institucionais.
Em 2025, o Standard Chartered criou em Londres uma mesa de negociação para Bitcoin e outras criptomoedas. Assim, tornou-se um dos primeiros bancos globais a oferecer negociação à vista desses instrumentos. A mesa passou a integrar a operação de câmbio da instituição. O grupo também mantém a Libeara, empresa de infraestrutura blockchain voltada à tokenização de instrumentos tradicionais.
Mais recentemente, o banco estreou a negociação de Bitcoin nos Emirados Árabes Unidos para clientes institucionais. Enquanto isso, o BNY Mellon mantém serviços de custódia de ativos digitais desde 2022. Naquele ano, tornou-se o primeiro grande banco dos Estados Unidos a oferecer essa estrutura. As iniciativas mostram como instituições financeiras tradicionais estão incorporando serviços relacionados ao mercado de criptomoedas.
Por sua vez, o Deutsche Bank informou que pretende lançar serviços de custódia para Bitcoin, Ether e stablecoins selecionadas. A oferta atenderá empresas e instituições europeias, com lançamento previsto para o fim de 2026. Contudo, o projeto do banco alemão ainda depende de aprovação regulatória. Nesse contexto, o plano do Standard Chartered reforça a disputa bancária por clientes institucionais interessados em infraestrutura digital.
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