Strategy recompra STRC e compra 250 Bitcoin
A Strategy destinou US$ 192,4 milhões à recompra de ações preferenciais STRC entre 5 e 11 de outubro de 2026. No mesmo período, a empresa comprou 250 Bitcoin por US$ 21,5 milhões. Assim, o gasto com STRC foi quase nove vezes maior que o valor direcionado ao Bitcoin.
Conforme o comunicado divulgado pela Strategy, as reservas da empresa chegaram a 848.250 BTC. A companhia adquiriu esse volume por cerca de US$ 64 bilhões, incluindo taxas e despesas. Já a compra mais recente teve preço médio de US$ 86.194 por unidade.
Ao mesmo tempo, a empresa recomprou aproximadamente 1,93 milhão de ações preferenciais perpétuas Stretch Série A de taxa variável. O papel é negociado na Nasdaq sob o código STRC. Dessa forma, a operação integrou o programa de gestão de capital da companhia.
Recompras de STRC somaram US$ 192,4 milhões
A Strategy pagou, em média, cerca de US$ 99,69 por ação STRC durante a semana. O STRC é um título preferencial perpétuo de taxa variável e integra as ofertas de crédito digital da empresa. Por sua vez, esses instrumentos oferecem renda por dividendos aos investidores.
A estrutura de capital da Strategy e sua tesouraria focada em Bitcoin sustentam essa proposta. Em setembro, a administração ampliou para US$ 2 bilhões a autorização de recompra de títulos de crédito digital. Depois das operações recentes, ainda restavam US$ 354,8 milhões para recompras de valores mobiliários preferenciais.
Separadamente, o programa de recompra de ações ordinárias MSTR mantinha US$ 1 bilhão disponível. No entanto, a empresa não reportou recompras de ações ordinárias nos números semanais apresentados. A companhia também não precisa utilizar todo o valor autorizado.
Política prioriza compras abaixo de US$ 100
No documento sobre a estrutura de capital, publicado em 29 de junho, a Strategy classificou o STRC como prioridade inicial para recompras. A diretriz vale quando a gestão considera a operação favorável à estrutura de capital. Com isso, a empresa pode adquirir os papéis no mercado público, em operações negociadas ou por outros métodos permitidos.
O CEO Phong Le explicou que a administração pretendia recomprar ações quando o STRC fosse negociado abaixo de US$ 100. Segundo ele, o objetivo era manter o papel próximo da faixa entre US$ 99 e US$ 100. Em setembro, a Strategy gastou US$ 174 milhões em STRC na semana encerrada em 20 de setembro.
Naquele período, a companhia também destinou US$ 75,7 milhões à compra de 950 BTC. Portanto, a recompra de títulos preferenciais já superava o investimento semanal em Bitcoin. Ainda assim, a empresa manteve as duas estratégias de alocação de capital.
Tesouraria alcança 848.250 Bitcoin
Embora a recompra de preferenciais tenha concentrado a maior parte dos gastos, a Strategy continuou ampliando sua tesouraria. A empresa usou US$ 21 milhões líquidos das vendas de ações Classe A, negociadas sob o ticker MSTR. Enquanto isso, os US$ 500 mil restantes vieram do saldo disponível em dólares.
As vendas de MSTR ocorreram por meio do programa de oferta at-the-market. Esse modelo permite que a companhia emita ações no mercado ao longo do tempo. Como resultado, a operação financiou a maior parcela da aquisição de Bitcoin, avaliada em US$ 21,5 milhões.
Com base nos valores arredondados, o custo médio agregado das compras está próximo de US$ 75.450 por Bitcoin. A Strategy inclui taxas de transação e outras despesas de aquisição nesse cálculo. Michael Saylor confirmou as operações em uma publicação no X.
“A Strategy adquiriu 250 BTC e recomprou US$ 192 milhões em STRC. Em 11 de outubro de 2026, mantemos 848.250 BTC e US$ 5,5 bilhões em ativos denominados em dólares. MSTR.”
O executivo informou que a companhia detinha aproximadamente US$ 5,5 bilhões em ativos denominados em dólares naquela data. Na véspera, Saylor publicou outra mensagem sobre a estratégia de acumulação da empresa. A postagem antecedeu a confirmação da nova compra de Bitcoin.
“Sempre há espaço para mais laranja.”

Reservas em dólares chegam a US$ 5,52 bilhões
Após as transações, a Strategy reportou US$ 4,88 bilhões em sua reserva em dólares. A empresa também mantinha US$ 640,5 milhões em caixa disponível na mesma moeda. Juntos, os dois saldos totalizavam aproximadamente US$ 5,52 bilhões em 11 de outubro.
A reserva cobre dividendos de ações preferenciais e juros de dívidas em circulação. Por outro lado, o caixa pode financiar compras de Bitcoin, operações de gestão de capital e outros usos corporativos. Pela estrutura aprovada em junho, a companhia deve manter recursos para pelo menos 12 meses desses pagamentos.
Saylor afirmou que a duração das reservas em dólares correspondia a 3,5 anos. Ele também reportou uma métrica de crédito Bitcoin do STRC de 52 pontos-base. O cálculo considerou retorno anual de 10% para o Bitcoin, volatilidade de 40% e preço de US$ 82.252.
Essas métricas dependem das premissas informadas pela Strategy. Logo, elas não representam garantias de retornos futuros ou de cobertura de liquidez. Saylor apresentou os dados em uma publicação no X.
Operações anteriores reduziram o caixa disponível
Um registro enviado à SEC em 5 de outubro mostrou o uso de US$ 154,1 milhões em caixa para recomprar STRC. O documento também apontou US$ 13 milhões em caixa usados para financiar compras de Bitcoin entre 28 de setembro e 4 de outubro. No mesmo intervalo, a companhia retirou US$ 142,5 milhões da reserva destinada a dividendos e juros.
Anteriormente, em anúncio financeiro de 30 de julho, a administração havia citado compras regulares de STRC abaixo de US$ 100. Entretanto, a política não obriga a Strategy a utilizar toda a autorização remanescente. A gestão pode modificar, suspender ou encerrar o programa conforme os recursos e as necessidades corporativas.
O registro de 5 de outubro também mostrou a compra de 334 BTC por US$ 28,7 milhões entre 1º e 4 de outubro. O preço médio informado foi de US$ 85.838,80 por Bitcoin. Por fim, a estrutura de junho permite financiar recompras com caixa, novo capital ou receitas obtidas pela monetização de Bitcoin.
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