Strike amplia crédito em Bitcoin e apoia fusão Tether

O CEO da Strike, Jack Mallers, anunciou uma série de atualizações estratégicas centradas em Bitcoin, com foco em crédito, transparência e expansão institucional. Assim, a empresa avança além de pagamentos e passa a estruturar uma oferta mais ampla de serviços financeiros baseada na principal criptomoeda.

Prova de reservas e novos modelos de crédito

Em primeiro lugar, a Strike introduziu um sistema de prova de reservas voltado a operações de crédito com garantia em Bitcoin. Dessa forma, usuários podem verificar se seus ativos estão custodiados e segregados em endereços on-chain específicos. Com efeito, a iniciativa reforça a transparência e busca reduzir riscos percebidos no setor.

Parceria com a Tether no desenvolvimento

Segundo Jack Mallers, o sistema foi desenvolvido em parceria com a Tether, emissora de stablecoins. Nesse sentido, a colaboração permitiu criar uma infraestrutura de verificação mais robusta, elevando o padrão de transparência em empréstimos com garantia em ativos digitais.

Além disso, a empresa apresentou um modelo de crédito descrito como “à prova de volatilidade”. Na prática, o produto elimina o risco de liquidação forçada durante quedas no preço do Bitcoin. Assim, os usuários podem acessar liquidez sem perder suas posições em momentos de instabilidade.

Atualmente, o serviço está restrito a clientes da área privada da plataforma. Ainda assim, a estrutura já integra o portfólio da companhia, indicando expansão gradual.

Outro destaque é a criação de uma linha de crédito de US$ 2,1 bilhões. Com isso, a Strike amplia sua capacidade de atender à demanda por empréstimos com garantia em Bitcoin. Conforme Mallers, a estrutura suporta operações de diferentes portes.

Ao mesmo tempo, a empresa reduziu taxas de juros. Os custos variam de cerca de 10,5% ao ano em empréstimos menores até aproximadamente 7,49% ao ano para operações acima de US$ 5 milhões. Portanto, a estratégia busca maior competitividade no mercado cripto.

Strike apoia fusão liderada pela Tether

No campo corporativo, Mallers declarou apoio a uma proposta da Tether Investments que prevê a fusão da Strike com a Twenty-One Capital e a mineradora de Bitcoin Elektron Energy. A iniciativa foi divulgada publicamente pela Tether em comunicado.

Integração entre mineração, crédito e capital

A Elektron Energy opera cerca de 50 EH/s de capacidade de mineração, o equivalente a aproximadamente 5% do poder computacional da rede Bitcoin. Dessa maneira, a fusão criaria uma estrutura integrada que combina tesouraria em Bitcoin, mineração, serviços financeiros e mercado de capitais.

Segundo Mallers, a iniciativa fortalece a capacidade operacional e amplia a presença no setor. Além disso, o executivo destacou que o objetivo é construir uma empresa completa baseada em Bitcoin, e não apenas um aplicativo de pagamentos.

Estratégia mira integração total e acumulação de Bitcoin

Durante sua apresentação, Mallers avaliou o cenário do mercado cripto. De acordo com ele, há uma lacuna entre empresas com alta convicção em Bitcoin e aquelas com forte geração de receita. Enquanto corretoras operam com múltiplos ativos e alta rentabilidade, companhias focadas em tesouraria têm menos diversificação.

Quatro frentes de crescimento

Diante disso, a Strike pretende atuar em quatro pilares: serviços financeiros completos, infraestrutura de Bitcoin incluindo mineração e energia, operações de mercado de capitais e uma divisão dedicada a fusões e aquisições.

Como resultado, a empresa busca um modelo integrado e escalável. Além disso, Mallers afirmou que a meta é direcionar a receita operacional para a compra contínua de Bitcoin, reforçando sua estratégia de longo prazo.

Em conclusão, as atualizações incluem prova de reservas, novos produtos de crédito, expansão de capital e apoio a uma fusão estratégica. Assim, a Strike avança na construção de um ecossistema financeiro mais transparente e centrado no Bitcoin.

O autor:

Contabilidade de Criptomoedas