Stripe leva pagamentos em stablecoin a 160 mercados

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A Stripe liberou pagamentos em stablecoin para carteiras de destinatários em mais de 160 mercados. Empresas elegíveis dos Estados Unidos podem enviar USDC ou OUSD diretamente para carteiras externas. No entanto, negócios sediados em Nova York ficaram fora da prévia pública. Essas empresas podem se cadastrar para receber um aviso quando o acesso estiver disponível.

As companhias podem financiar as transferências com saldos em dólares ou USDC mantidos em suas contas financeiras. Em seguida, os destinatários recebem as stablecoins por uma blockchain compatível. Os pagamentos costumam chegar em minutos, embora as condições da rede possam provocar atrasos. Por enquanto, a Stripe classifica o recurso como uma prévia pública.

Transferências internacionais chegam às carteiras digitais

A empresa apresentou a capacidade de pagamentos internacionais em um anúncio de 16 de outubro. Na ocasião, a Stripe afirmou que empresas poderiam enviar stablecoins para 160 mercados. Ao mesmo tempo, a plataforma passou a oferecer pagamentos em moedas tradicionais para mais de 100 mercados. Os clientes podem operar os recursos diretamente pelo Dashboard.

O anúncio também descreveu formulários hospedados e APIs para fintechs integrarem pagamentos aos próprios produtos. Entre os usos mencionados estão empréstimos, remessas, retiradas de investimentos e saques em neobancos. Dessa forma, a ferramenta atende diferentes fluxos financeiros empresariais. A documentação atual reúne os detalhes operacionais e a restrição aplicada às empresas de Nova York.

A Stripe posicionou o Global Payouts ao lado dos serviços Treasury e Issuing. Com isso, os produtos formam uma oferta compartilhada de serviços financeiros. As soluções também podem compartilhar informações usadas na verificação de clientes. Além do suporte à OUSD, da Open Standard, a infraestrutura funciona com a blockchain Tempo.

Redes compatíveis e informações obrigatórias

Os pagamentos em USDC funcionam nas redes Arbitrum, Avalanche C-Chain, Base, Ethereum, Optimism, Polygon, Solana, Stellar e Tempo. Já a OUSD está disponível em Base, Ethereum, Solana e Tempo. Antes do envio, a Stripe orienta as empresas a verificar a compatibilidade da carteira com a stablecoin e a rede escolhidas. Essa checagem reduz o risco de incompatibilidade na entrega dos recursos.

No Dashboard, a empresa adiciona o destinatário e o endereço da carteira. Depois, seleciona o método de pagamento, informa o valor e confirma os dados antes do envio. Os requisitos para destinatários incluem e-mail, nome e endereço. Quando o destinatário é uma empresa, a plataforma exige a razão social.

USDC e OUSD aparecem como métodos de pagamento na prévia pública. Contudo, a Stripe define os países de destino compatíveis separadamente da localização do remetente. A empresa remetente precisa estar sediada nos Estados Unidos, com exceção de Nova York. Até o momento, a documentação não informa quando o serviço chegará ao estado.

Tarifa varia conforme o valor transferido

A tabela de preços da Stripe estabelece uma cobrança de US$ 0,50 por operação, mais 0,5% do valor enviado. Em comparação, a tarifa listada para uma transferência bancária via SWIFT é de US$ 25. Assim, um pagamento de US$ 1.000 em stablecoin custa US$ 5,50. O mesmo envio pelo SWIFT teria uma tarifa de US$ 25.

Para um pagamento de US$ 10.000, a cobrança em stablecoin chega a US$ 50,50. As duas tarifas se igualam quando a transferência alcança US$ 4.900. Abaixo desse valor, o custo em stablecoin é menor. Acima dele, o componente percentual supera os US$ 25 cobrados pelo SWIFT.

Esses cálculos consideram apenas as cobranças divulgadas para os pagamentos. Portanto, eles não incluem eventuais tarifas de conversão ou de plataforma. A Stripe informa que a conversão de moeda começa em 0,5%. Há ainda uma taxa de 0,05% sobre o volume mensal que exceder a franquia de US$ 1 milhão.

Outras ferramentas para movimentar recursos

O envio para carteiras funciona ao lado de outras ferramentas financeiras da Stripe. Em outubro, a companhia apresentou transferências empresariais instantâneas e gratuitas pelo Stripe Pay. O serviço usa identificadores de perfis empresariais para definir os destinatários. Entretanto, as duas partes precisam manter contas financeiras qualificadas para utilizar a ferramenta.

No anúncio de 16 de outubro, a empresa também descreveu a expansão dos cartões de stablecoin. A emissão alcançou 27 países da União Europeia e ampliou a disponibilidade para mais de 65 países. Naquele momento, a Stripe afirmou que pretendia chegar a 100 países até o fim de 2026. Os cartões podem usar saldos em carteiras com custódia, sem custódia ou em contas financeiras da companhia.

Quando o titular faz uma compra, o sistema converte os recursos para a moeda local. Desse modo, a empresa amplia as opções para pagamentos internacionais, transferências corporativas e uso de stablecoins. Ainda assim, a disponibilidade depende das redes aceitas e do cumprimento dos requisitos para destinatários. A exclusão temporária de empresas sediadas em Nova York também permanece em vigor.

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