Strive compra 1.109 Bitcoin e soma 16.500 BTC
A Strive Asset Management ampliou sua reserva corporativa com a compra de 1.109 Bitcoin entre 19 e 22 de maio. Com isso, a companhia elevou sua posição total para 16.500 BTC, segundo documento enviado à Securities and Exchange Commission.
Jeff Walton, diretor de risco da Strive Asset Management, afirmou nesta semana que títulos lastreados em Bitcoin podem mudar a forma como investidores e o mercado enxergam dinheiro e crédito. Segundo ele, parte do ceticismo em torno desse segmento existe justamente porque a proposta parece simples demais.
Crédito digital avança com lastro em Bitcoin
A Strive não está sozinha nessa tese. A gestora sediada em Dallas passou a integrar um grupo crescente de companhias que emitem valores mobiliários preferenciais vinculados a reservas corporativas de Bitcoin. Os emissores vêm chamando essa categoria de crédito digital.
A Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo, oferece hoje quatro produtos desse tipo: STRC, STRD, STRF e STRK. Entre eles, o STRC se consolidou como principal instrumento desde seu lançamento, em julho de 2025.

Strive adicionou 1.109 BTC e elevou suas reservas para 16.500 Bitcoin. Fonte: SEC
Além disso, a entrada da Strive nesse mercado ocorreu com as ações preferenciais SATA, que oferecem taxa anualizada de dividendos de 13%. A empresa descreveu o ativo como o primeiro valor mobiliário listado nos Estados Unidos estruturado para pagar dividendos em todos os dias úteis.
A companhia também quitou toda a sua dívida pendente e anunciou que os pagamentos diários de dividendos do SATA começariam em junho. No momento, a capitalização de mercado do produto gira em torno de US$ 332 milhões, ainda distante dos mais de US$ 10 bilhões do STRC.
Compra recente eleva posição da empresa
Um documento enviado à Securities and Exchange Commission mostra que a nova aquisição elevou o total da Strive para 16.500 BTC no período entre 19 e 22 de maio.
Nos preços atuais, esse volume coloca a empresa na sétima posição entre as companhias abertas com Bitcoin em balanço. Assim, a alocação total da empresa no ativo chega a cerca de US$ 1,3 bilhão.
A companhia também informou possuir aproximadamente US$ 93 milhões em caixa e equivalentes de caixa em 22 de maio. Ademais, mantinha cerca de US$ 50,1 milhões em valor justo ligados à sua posição no produto STRC, da Strategy.
Strive amplia estrutura financeira para comprar mais Bitcoin
No mesmo intervalo, a Strive aumentou em mais de 2 milhões o número de ações ordinárias Classe A em circulação. Ao mesmo tempo, o total de ações preferenciais SATA cresceu em cerca de 515 mil unidades.
Esse movimento reflete a continuidade do uso de estruturas de financiamento ligadas à participação acionária para sustentar novas compras de Bitcoin. Além disso, a companhia afirmou que avalia versões atualizadas de programas de oferta contínua no mercado, conhecidos como ATM, que podem apoiar futuras aquisições.
Por outro lado, o mercado já observa modelos semelhantes com atenção. O STRC registrou volume diário de negociação de US$ 1,53 bilhão no início deste mês, um recorde para o produto.
Michael Saylor, presidente do conselho da Strategy, afirmou que o STRC será o principal veículo da empresa para financiar compras de Bitcoin em 2026. Além disso, os acionistas devem votar em breve uma proposta para alterar o pagamento de dividendos para duas vezes por mês.
Instrumentos com rendimento ganham força
Vivek Ramaswamy fundou a Strive. Ele disputou a candidatura à presidência dos Estados Unidos antes de direcionar sua atuação para uma campanha republicana ao governo de Ohio.
Em resumo, os dados mais recentes mostram que a Strive adicionou 1.109 BTC e chegou a 16.500 Bitcoin em tesouraria. Ao mesmo tempo, a empresa mantinha cerca de US$ 93 milhões em caixa, US$ 50,1 milhões expostos ao STRC e capitalização aproximada de US$ 332 milhões no SATA.
Nesse sentido, a estratégia da companhia reforça o uso de instrumentos com rendimento para ampliar sua exposição ao Bitcoin. Ainda assim, o tamanho do SATA segue muito abaixo da escala já alcançada pelo STRC, o que indica espaço para expansão desse segmento nos mercados de crédito digital.