Strive compra 460 Bitcoin e atinge recorde semanal
A Strive, Inc., empresa listada na Nasdaq, intensificou sua estratégia de acumulação de Bitcoin e estabeleceu um novo recorde semanal ao adquirir mais de 460 BTC em apenas sete dias. O volume supera a marca anterior de 371 Bitcoin registrada no início de maio de 2026. Dessa forma, a companhia reforça sua posição entre as mais agressivas na adoção corporativa do ativo digital.
Somente na segunda-feira, a empresa comprou 72,37 Bitcoin. Em seguida, adicionou mais 146,41 BTC no dia seguinte. Além disso, as aquisições continuaram ao longo da semana. Na sessão final, a Strive adquiriu mais de 100 Bitcoin, elevando o total acima dos 460 BTC.
O ritmo acelerado, reforça uma estratégia clara. A empresa busca ampliar sua exposição ao Bitcoin de forma contínua, ao passo que evita estruturas tradicionais de endividamento.
Estratégia financeira baseada no programa SATA
O principal motor dessa expansão é o instrumento financeiro Variable Rate Series A Perpetual Preferred Stock, negociado sob o ticker SATA. Por meio dele, a Strive capta recursos diretamente no mercado e, em seguida, converte esses valores em Bitcoin para sua tesouraria.
Diferentemente de modelos tradicionais, a empresa não recorre a dívida. Em vez disso, utiliza ações preferenciais, o que permite levantar capital sem pressionar o balanço com passivos financeiros.
Além disso, o SATA oferece um dividendo anual de 13%. A partir de 16 de junho de 2026, esse pagamento passará a ocorrer diariamente. Assim, os investidores receberão rendimentos todos os dias, e não mais em ciclos mensais ou trimestrais.
Segundo os dados mais recentes, aproximadamente US$ 16,8 milhões provenientes dessas emissões foram direcionados às compras recentes de Bitcoin. Assim sendo, o programa se consolida como o principal canal de financiamento da estratégia cripto da companhia.
Captação contínua e modelo at-the-market
Outro ponto relevante envolve o modelo de captação. A Strive utiliza ofertas at-the-market, que permitem levantar recursos de forma gradual. Dessa maneira, evita grandes emissões pontuais que poderiam impactar o preço das ações.
Além disso, esse formato busca reduzir a diluição dos acionistas comuns. Ao optar por ações preferenciais, a empresa preserva a participação dos investidores atuais e, ao mesmo tempo, aumenta a quantidade de Bitcoin por ação ao longo do tempo.
Expansão da reserva em Bitcoin
Com as aquisições mais recentes, a Strive passou a deter mais de 15.009 Bitcoin em sua tesouraria até meados de maio de 2026. Esse volume coloca a empresa entre as principais detentoras corporativas do ativo.
A trajetória começou em novembro de 2025, quando a companhia realizou seu IPO e levantou cerca de US$ 160 milhões. Logo após a oferta, adquiriu 1.567 Bitcoin e, desde então, manteve uma política consistente de acumulação.
Ao mesmo tempo, a empresa mantém um balanço sem dívidas. Essa abordagem, embora conservadora do ponto de vista estrutural, contrasta com a agressividade na compra de Bitcoin. Ainda assim, o modelo busca equilibrar crescimento e sustentabilidade financeira.
Riscos e desafios para investidores
Apesar do avanço acelerado, o modelo apresenta riscos claros. O dividendo de 13% associado ao SATA exige pagamentos constantes. Com a mudança para distribuição diária, essa obrigação se torna ainda mais relevante.
Além disso, a continuidade da estratégia depende da demanda por ações preferenciais. Ou seja, o programa só se sustenta enquanto houver investidores dispostos a financiar novas emissões.
Por outro lado, o desempenho do próprio Bitcoin é um fator decisivo. A valorização do ativo precisa superar o custo dos dividendos pagos. Caso contrário, a estratégia pode pressionar a estrutura financeira da companhia.
Em conclusão, a Strive amplia sua exposição ao Bitcoin com um modelo financeiro alternativo e sem dívida. Contudo, a sustentabilidade desse crescimento dependerá tanto do apetite dos investidores quanto da performance do ativo digital.