Telegram segue na luta para conseguir lançar o token “Gram”

A plataforma de mensagens Telegram recorreu de uma decisão judicial dos EUA que proíbe a distribuição de sua criptomoeda “Gram”

O juiz distrital dos EUA P. Kevin Castel, do Distrito Sul de Nova York, disse na terça-feira que a venda de tokens do Telegram de US$ 1,7 bilhão em 2018 parecia ser uma venda não registrada de valores mobiliários e impediu a empresa de emitir Grams após o lançamento de sua ‘Telegram Open Network’.

A decisão concedeu um pedido de liminar apresentado pela Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA, que processou o Telegram em outubro passado.

O Telegram apresentou uma nota na noite de terça-feira dizendo que apelaria da decisão para o Tribunal de Apelações do Segundo Circuito dos Estados Unidos, embora não tenha fornecido mais detalhes até o momento desta publicação.

O Telegram pretendia inicialmente lançar sua blockchain no ano passado, mas adiou a data para abril após o início da ação da SEC.

Os advogados Lewis Cohen e Gabriel Shapiro concordaram no Twitter que a decisão do juiz fazia sentido, mas ambos desejavam mais clareza e orientação da opinião.

Shapiro escreveu na noite de terça-feira que “não ficaria surpreso se o Telegram recorrer”, embora, na sua opinião, “seja principalmente uma questão de apetite por litígios contínuos e de quão dispostos os compradores do SAFT [acordo simples para futuros tokens] estão a negociar um novo acordo com o Telegram sobre essas questões”.

Da mesma forma, o diretor de pesquisa do Centro de Moedas Peter Van Valkenburgh escreveu que a decisão era “clara e bem fundamentada”.

“A novidade neste caso, e na reclamação da SEC, é a alegação de que os compradores do acordo de pré-venda são subscritores. Em outras palavras, eles fazem parte do próprio esquema de vender tokens para o público”, afirmou Van. Valkenburgh.

“Dessa forma, esses investidores não seriam capazes de tirar proveito de um porto seguro sob a lei existente”, completou.

Fonte: CoinDesk

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Foto de Marcelo Roncate O autor:

Estudante de História e trader desde 2017. Aficionado por tecnologia e entusiasta das criptomoedas, viu no WeBitcoin a oportunidade de unir duas paixões.