Tether investe na EFY e amplia pagamentos na América Latina
A Tether investiu na rodada seed da EFY Finance para ampliar o uso institucional de USDT e USA₮ na América Latina. A empresa anunciou o aporte em 13 de outubro. No entanto, a Tether não divulgou o valor da operação.
O investimento aproxima stablecoins dos serviços financeiros usados no cotidiano, como contas bancárias, cartões e pagamentos internacionais. Dessa forma, a Tether busca apoiar a infraestrutura que a EFY já mantém na região. Na prática, a iniciativa pretende facilitar pagamentos entre empresas e diferentes mercados locais.
A EFY permite a liquidação de recursos em contas locais de 17 países. Por isso, a plataforma oferece à Tether uma rede existente para ampliar esse tipo de serviço. Ao mesmo tempo, o anúncio abrange tanto o USDT quanto o USA₮.
Integração alcança contas bancárias locais
A EFY oferece contas, custódia de ativos digitais e conversão de moedas locais para stablecoins. Segundo a Tether, a plataforma atende muitas contas ativas de pessoas físicas e empresas. Assim, a companhia combina serviços financeiros locais com recursos baseados em ativos digitais.
Nesse cenário, uma empresa que paga fornecedores no exterior precisa de mais do que uma transferência entre carteiras. Por exemplo, o destinatário pode preferir receber os valores diretamente em uma conta bancária local. A EFY fornece a estrutura necessária para viabilizar essa etapa do pagamento.
A rede funciona por meio das instituições da EFY e de parceiros locais. Com esse modelo, a Tether pretende ampliar operações na Bolívia, Colômbia, México, El Salvador, Panamá e Equador. Em paralelo, a iniciativa considera os demais mercados atendidos pela plataforma.
Rede de liquidação já alcançava 17 países
Vale destacar que o aporte não representa o lançamento de pagamentos em 17 novos países. A EFY anunciou essa cobertura de liquidação em fevereiro. Depois, a companhia publicou uma atualização em julho.
O serviço permite que os usuários transfiram recursos para suas empresas. Logo após a transação, os valores ficam acessíveis em uma conta local. Desse modo, os negócios não precisam abrir uma conta operacional em cada destino onde atuam.
As empresas também podem administrar pagamentos e consultar tarifas em uma única plataforma. Além disso, os clientes conseguem acompanhar as transferências realizadas. A estrutura, portanto, centraliza processos financeiros que envolvem diferentes mercados locais.
EFY planeja ampliar o acesso a stablecoins
A cobertura em 17 países não significa que todos os serviços estejam disponíveis para cada cliente. O acesso depende do destino, da moeda, do tipo de conta e das exigências de conformidade. Já o horário bancário e a rota escolhida podem alterar o prazo de liquidação.
Andres Tobon, CEO da EFY, afirmou que o próximo objetivo envolve integrar stablecoins aos fluxos de trabalho das pessoas. A Tether, por sua vez, demonstrou interesse em ajudar a tornar essa integração possível. Portanto, o acordo concentra-se principalmente na infraestrutura e na distribuição dos pagamentos.
O impacto dependerá da capacidade da EFY de ampliar o acesso e processar operações nos mercados atendidos. Ainda assim, a rodada seed reforça o objetivo de expandir o uso institucional de USDT e USA₮ na América Latina. Até o momento, a rede de liquidação em 17 países continua anterior ao investimento.
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