Tether lança Scudo e amplia uso do XAUT em frações
Tether lança Scudo e amplia acesso ao ouro tokenizado em meio a recordes históricos
A Tether anunciou o lançamento do Scudo, uma nova unidade de conta vinculada ao Tether Gold (XAUT), com o objetivo de facilitar transações fracionárias lastreadas em ouro. A iniciativa surge em um momento em que o metal precioso opera em patamares históricos e o mercado de criptomoedas enfrenta maior volatilidade, reforçando a busca por ativos considerados reserva de valor.
Nova unidade fracionária do XAUT busca facilitar pagamentos em ouro enquanto investidores buscam proteção
Segundo comunicado divulgado pela empresa em 6 de janeiro, o Scudo representa um milésimo de uma onça troy de ouro, ou o valor equivalente em XAUT. Na prática, isso significa que cada Scudo corresponde a 0,001 XAUT, permitindo que usuários realizem transações e precifiquem bens sem recorrer a frações decimais complexas do token lastreado em ouro.
A Tether afirma que o novo formato torna o uso do ouro digital mais intuitivo e acessível, especialmente em operações de menor valor. Dessa forma, a empresa busca reduzir barreiras operacionais e ampliar a adoção do XAUT como meio de troca, além de reserva de valor.
Scudo simplifica transações fracionárias com ouro tokenizado
De acordo com a Tether, o principal objetivo do Scudo é eliminar o que a empresa chama de “frações decimais complexas” do XAUT. Em vez de lidar com múltiplas casas decimais, os usuários passam a operar com unidades inteiras ou parciais de Scudo, o que simplifica cálculos, precificação e pagamentos.
Essa mudança é especialmente relevante para quem deseja utilizar o ouro como meio de pagamento em situações cotidianas ou em transações de menor porte. Até então, o uso do XAUT estava mais associado à preservação de valor em montantes elevados, devido à dificuldade operacional de fracionamento.
Com o Scudo, a Tether acredita que o ouro digital se torna mais prático para diferentes perfis de usuários. Investidores, traders e detentores de criptomoedas passam a contar com uma alternativa que combina a estabilidade histórica do ouro com a flexibilidade da tecnologia blockchain.
Além disso, a empresa destaca que as transações podem ser realizadas tanto em unidades inteiras quanto fracionadas de Scudo, ampliando ainda mais a usabilidade do ativo. Esse fator pode atrair investidores que buscam proteção patrimonial em cenários de incerteza econômica ou instabilidade nos mercados financeiros.
Ouro e Bitcoin atingem máximas históricas em 2025
O lançamento do Scudo ocorre em um contexto de forte valorização do ouro. Em outubro de 2025, o metal precioso atingiu um novo recorde histórico, sendo negociado a US$ 4.058,98 por onça. Desde então, o ativo manteve uma trajetória de alta, sustentada por fatores macroeconômicos e pelo aumento da demanda por ativos defensivos.
No mesmo período, o Bitcoin também alcançou um novo topo histórico. Em outubro, a principal criptomoeda do mercado chegou a US$ 125.556, encerrando 2025 em níveis elevados. No entanto, antes do fim do ano, o BTC sofreu uma correção significativa, recuando para abaixo de US$ 85.000 em novembro.
Apesar da queda, o Bitcoin conseguiu recuperar parte das perdas e voltou a operar próximo de US$ 90.000 no encerramento do ano. Já em 5 de janeiro, o ativo chegou a ensaiar um movimento de alta até US$ 94.000, mas perdeu força nos dias seguintes. No momento da publicação deste texto, o BTC é negociado em torno de US$ 92.500.
Esse comportamento reforça a percepção de maior volatilidade no mercado cripto, especialmente entre ativos de grande capitalização, como Bitcoin e Ethereum.
Ouro mantém força enquanto criptomoedas enfrentam volatilidade
Diferentemente do Bitcoin, o ouro conseguiu sustentar seu movimento de alta após outubro. Em 23 de dezembro de 2025, o metal atingiu um novo recorde histórico de US$ 4.525,16 por onça, antes de passar por uma leve correção na semana seguinte.

Já em 6 de janeiro, o ouro voltou a ganhar força e recuperou o patamar de US$ 4.491, registrando alta próxima de 1% no dia. O desempenho reforça o papel do metal como ativo de proteção em períodos de incerteza econômica e tensões nos mercados globais.
Enquanto isso, o mercado de criptomoedas segue lidando com oscilações relevantes. Além do Bitcoin, o Ethereum também apresentou instabilidade, sendo negociado em torno de US$ 3.216, refletindo um cenário de cautela entre investidores.

Essa combinação de ouro em alta e criptomoedas mais voláteis tem reposicionado stablecoins e ativos lastreados em commodities como alternativas estratégicas para preservação de valor.
Stablecoins e ouro ganham destaque como reserva de valor
O impacto econômico da forte valorização do ouro, aliado à instabilidade relativa do mercado cripto, tem impulsionado o interesse por stablecoins e ativos digitais lastreados em commodities. Nesse contexto, soluções como o XAUT e, agora, o Scudo, ganham relevância entre investidores que buscam equilíbrio entre segurança e flexibilidade.
A Tether aposta que o Scudo pode ampliar o uso do ouro tokenizado não apenas como proteção patrimonial, mas também como instrumento funcional dentro do ecossistema financeiro digital. Ao reduzir a complexidade operacional, a empresa espera estimular a adoção do ouro como meio de troca em ambientes digitais.
Assim, o lançamento do Scudo reforça uma tendência mais ampla do mercado: a convergência entre ativos tradicionais, como o ouro, e a infraestrutura das criptomoedas. Em um cenário marcado por juros elevados, incertezas macroeconômicas e volatilidade nos ativos de risco, essa combinação pode ganhar ainda mais espaço ao longo de 2026.