Tokenização no Brasil passa de R$ 10 bilhões

O mercado de tokenização de ativos no Brasil superou R$ 10 bilhões em emissões, consolidando o país como um dos principais polos dessa inovação no setor financeiro. Os dados da plataforma RWA Monitor mostram que o segmento segue em expansão consistente.

Ao mesmo tempo, os ativos tokenizados já movimentaram cerca de R$ 8,8 bilhões em captação. Entre os produtos, as debêntures lideram com ampla vantagem, o que evidencia a integração crescente entre a tecnologia blockchain e instrumentos tradicionais do sistema financeiro.

Assim, a tokenização avança de forma contínua, ampliando o acesso a ativos e aumentando a eficiência das operações. Nesse sentido, o Brasil passa a ocupar posição estratégica nesse mercado em crescimento.

Empresas concentram emissões e captação

O volume de emissões está concentrado em 12 empresas tokenizadoras. A VERT Capital lidera com R$ 5,1 bilhões em ativos emitidos. Em seguida, aparecem a AMFi, com R$ 2 bilhões, e o Mercado Bitcoin, com R$ 1,6 bilhão.

Quando se observa o capital efetivamente captado, há mudanças pontuais no ranking. Ainda assim, a VERT mantém a liderança com R$ 4,4 bilhões. O Mercado Bitcoin ocupa a segunda posição, com R$ 1,6 bilhão, enquanto a Liqi aparece logo depois, com R$ 1,4 bilhão.

Esse cenário indica que, embora o mercado esteja em expansão, ainda há concentração relevante entre poucos players. Por outro lado, essa liderança também reflete maior maturidade operacional dessas empresas.

Fonte: RWA Monitor

Infraestrutura blockchain ganha protagonismo

No campo tecnológico, a blockchain XDC lidera como a mais utilizada na tokenização de ativos no Brasil, com R$ 4,9 bilhões em emissões. Em seguida, aparecem a Polygon, com R$ 2,6 bilhões, e a XRP Ledger, com R$ 2 bilhões.

Essas três redes são as únicas que superaram a marca de R$ 1 bilhão em volume tokenizado. Dessa forma, reforçam sua relevância no ecossistema e indicam preferência clara por parte das empresas.

Além disso, a escolha dessas infraestruturas está ligada a fatores como escalabilidade, custos operacionais e segurança. Portanto, a tendência é que sua adoção aumente à medida que o mercado evolui.

Fonte: RWA Monitor

Debêntures lideram entre ativos tokenizados

Entre os tipos de ativos, as debêntures concentram R$ 3,3 bilhões em emissões. Esse resultado confirma que a tokenização tem sido aplicada principalmente em instrumentos de dívida corporativa.

Além disso, outros ativos apresentam volumes relevantes. A cédula de crédito bancário soma R$ 1,7 bilhão. Já a nota comercial e a cédula de produto rural atingem R$ 1,1 bilhão cada. Estruturas multiativos também alcançam esse patamar.

Com isso, observa-se uma diversificação gradual dos ativos tokenizados. Ainda que as debêntures liderem, outros instrumentos começam a ganhar espaço no mercado.

Fonte: RWA Monitor

Mercado avança e se integra ao setor cripto

Os dados mostram que a tokenização no Brasil já atingiu escala relevante. Em outras palavras, o mercado combina forte presença de debêntures, concentração em grandes empresas e uso predominante de redes específicas.

Além disso, o volume superior a R$ 10 bilhões em emissões, aliado aos R$ 8,8 bilhões captados, reforça a conexão entre o sistema financeiro tradicional e o mercado de criptomoedas.

Por fim, a tendência é de continuidade no crescimento. À medida que novas aplicações surgem e o ambiente regulatório evolui, o setor deve ganhar ainda mais tração no país.