Uma vulnerabilidade no Windows Defender passou despercebida por 12 anos

A Microsoft finalmente corrigiu o bug depois que os pesquisadores o descobriram no outono passado

Um bug crítico no Windows Defender não foi detectado por invasores e defensores por cerca de 12 anos, antes de finalmente ser corrigido no outono passado. A vulnerabilidade no software antivírus embutido da Microsoft poderia ter permitido que hackers sobrescrevessem arquivos ou executassem códigos maliciosos – se o bug tivesse sido encontrado.

Vamos ser claros – 12 anos é muito tempo quando se trata do ciclo de vida de um sistema operacional mainstream, e é muito tempo para uma vulnerabilidade tão crítica se esconder. Parte da razão para isso pode ser porque o bug em questão não existe ativamente no armazenamento de um computador – em vez disso, ele existe em um sistema Windows chamado de “biblioteca de vínculo dinâmico”. O Windows Defender carrega esse driver apenas quando necessário, antes de limpá-lo do disco do computador.

Wired explica: “Quando o driver remove um arquivo malicioso, ele o substitui por um novo e benigno como uma espécie de espaço reservado durante a correção. Mas os pesquisadores descobriram que o sistema não verifica especificamente esse novo arquivo. Como resultado, um invasor pode inserir links de sistema estratégicos que direcionam o driver a sobrescrever o arquivo errado ou até mesmo executar um código malicioso.”

Pesquisadores da empresa de segurança SentinelOne descobriram e relataram a falha no outono passado, que foi posteriormente corrigida.

A Microsoft inicialmente classificou a vulnerabilidade como “alta”, embora seja importante notar que, para um invasor tirar proveito do bug, ele precisaria de acesso – físico ou remoto – ao seu computador. Com toda a probabilidade, isso significa que exploits adicionais provavelmente precisariam ser implantados.

Tanto a Microsoft quanto o SentinelOne também concordam que não há evidências de que o bug agora corrigido foi explorado de forma maliciosa. E o SentinelOne está mantendo as especificações da vulnerabilidade sob seu chapéu para evitar que os hackers tirem proveito do bug enquanto o patch é implementado.

Um porta-voz da Microsoft disse que qualquer pessoa que instalou o patch de 9 de fevereiro, seja manualmente ou por meio de atualizações automáticas, está protegida.

Fonte: Techspot

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Foto de Marcelo Roncate O autor:

Estudante de História e trader aposentado. Segue firme como entusiasta do Bitcoin e inimigo declarado das pirâmides financeiras.