UniCredit avalia custódia de criptomoedas na Itália
O UniCredit, segundo maior banco da Itália, avalia ampliar sua oferta de ativos digitais. A instituição sediada em Milão considera criar uma infraestrutura para custodiar criptomoedas e viabilizar operações de compra e venda. Contudo, a iniciativa ainda está em análise e depende da escolha de um provedor de tecnologia.
Banco prepara estratégia para ativos digitais
De acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, o UniCredit seleciona um fornecedor tecnológico para desenvolver a estrutura. Conforme relatado pela Bloomberg, a tecnologia permitiria ao banco manter ativos digitais e facilitar sua negociação. Dessa forma, a instituição poderia oferecer serviços próprios nesse segmento. Ainda assim, o banco não anunciou uma decisão definitiva sobre o projeto.
Além da custódia, o UniCredit considera produtos de investimento tokenizados e títulos de renda fixa. O uso de stablecoins também integra as possibilidades em avaliação. Paralelamente, a instituição estuda oferecer exposição a criptomoedas. Portanto, a estratégia poderá abranger diferentes áreas do mercado financeiro digital.
“O segundo maior banco da Itália, UniCredit, está considerando oferecer custódia de criptoativos.”
Bancos espanhóis ampliam serviços digitais
O movimento ocorre enquanto outros bancos europeus expandem serviços ligados a ativos digitais. Na Espanha, o BBVA foi o primeiro a avançar no segmento de varejo. O banco passou a oferecer negociação e custódia de Bitcoin aos clientes por meio do aplicativo. Com isso, a instituição incorporou esses serviços à sua plataforma bancária.
O BBVA utiliza sua própria infraestrutura de custódia, em vez de recorrer a uma empresa terceirizada. Posteriormente, o Openbank, do Santander, lançou seu próprio serviço de negociação. Assim, as duas instituições ampliaram a presença dos bancos espanhóis no mercado de criptomoedas. Ao mesmo tempo, outros participantes começaram a desenvolver soluções semelhantes.
A Cecabank também iniciou serviços de custódia de criptomoedas em junho, por meio de uma parceria com a Bit2Me. A instituição espanhola administra mais de 400 bilhões de euros e atende mais de 100 instituições financeiras. Por isso, sua entrada adiciona outro participante relevante ao setor europeu. A parceria ainda reforça o uso de provedores especializados pelos bancos.
Instituições alemãs desenvolvem plataformas
Na Alemanha, o Deutsche Bank desenvolve serviços de custódia com a unidade de tecnologia da Bitpanda. Enquanto isso, a Taurus e o DZ Bank receberam, em janeiro, a aprovação da BaFin para a plataforma meinKrypto. Desse modo, instituições de diferentes mercados europeus avançam em soluções relacionadas a ativos digitais. Os projetos também mostram abordagens distintas para infraestrutura e operação.
O Regulamento de Mercados de Criptoativos da União Europeia, conhecido como MiCA, define o enquadramento legal e a supervisão aplicável a esses serviços. Além disso, as regras estabelecem obrigações conhecidas para o lançamento de operações com criptomoedas. Nesse sentido, o ambiente regulatório oferece maior clareza para bancos interessados no setor. Consequentemente, as instituições podem planejar seus produtos com requisitos comuns dentro do bloco.
UniCredit participa de projeto de stablecoin
O UniCredit também participa da Qivalis, empresa que reúne 37 instituições financeiras de 15 países europeus. O grupo pretende emitir uma stablecoin denominada em euros. Com essa iniciativa, os participantes buscam desenvolver uma solução conjunta para o mercado europeu. O projeto integra os estudos do banco relacionados à infraestrutura financeira digital.
Anteriormente, o UniCredit informou que oferecia a clientes profissionais um produto estruturado ligado ao ETF iShares Bitcoin Trust, da BlackRock. Segundo o banco, o produto incluía proteção integral contra perdas. Agora, a análise de serviços de custódia amplia o alcance potencial de sua estratégia. Entretanto, a implementação ainda depende da seleção do fornecedor tecnológico.