Uniswap ativa fee switch e queima 100M de UNI

A Uniswap ativou o fee switch, queimou 100 milhões de tokens UNI e passou a operar com uma nova estrutura de receita. Analistas apontam fatores que podem impulsionar o ativo no atual ciclo de alta.

O token UNI era negociado abaixo de US$ 3 recentemente. Desde então, superou US$ 4 e mantém trajetória ascendente. Em análise publicada por CryptoPatel, mudanças estruturais reposicionam o projeto diante de investidores institucionais. Assim, o ativo passa a ganhar relevância não apenas como token de governança, mas também como instrumento com potencial de captura de valor.

Entre essas mudanças, destaca-se a ativação do fee switch. O mecanismo permite que o token capture parte das receitas do protocolo. A proposta foi debatida por anos na DAO da Uniswap e, agora, entra em vigor, alterando a dinâmica econômica do ecossistema.

Queima de tokens e novo modelo econômico

Evento reforça narrativa de escassez

Um dos movimentos centrais foi a remoção de 100 milhões de tokens UNI da oferta total. Diferentemente de queimas tradicionais, a operação envolveu taxas acumuladas historicamente que não haviam sido distribuídas.

A medida integra a proposta UNIfication, aprovada com 99,9% dos votos na governança. O nível de aprovação indica forte consenso entre participantes da rede.

Em 2025, a Uniswap gerou mais de US$ 1,05 bilhão em taxas. Com a nova estrutura, a taxa padrão de 0,3% passou a ser parcialmente redirecionada. Desse total, 0,05% vai para o protocolo, com o objetivo de recomprar e queimar tokens. Como resultado, cria-se um mecanismo deflacionário mensurável.

Escala operacional e domínio em DEX

Volume supera US$ 4 trilhões

O volume total negociado pela Uniswap já ultrapassou US$ 4 trilhões. Além disso, a plataforma mantém entre 50% e 65% do volume semanal entre exchanges descentralizadas, segundo a análise.

Ao mesmo tempo, a introdução da Unichain trouxe melhorias técnicas relevantes. Os tempos de bloco ficaram abaixo de um segundo, enquanto os custos de transação caíram cerca de 95% em relação à rede principal do Ethereum.

A versão V4 do protocolo, lançada em janeiro de 2025, já processou mais de US$ 110 bilhões em volume. Esse montante está distribuído em mais de 2.500 pools personalizados, ampliando a flexibilidade para estratégias de liquidez.

Além disso, a expansão para múltiplas redes pode adicionar cerca de US$ 27 milhões em receita anual. A Fundação Uniswap encerrou 2025 com US$ 49,9 milhões em caixa e stablecoins, além de deter 15,1 milhões de tokens UNI.

Na análise gráfica, o UNI passou anos em tendência de baixa dentro de um padrão de compressão. Após atingir o topo histórico próximo de US$ 43 em 2021, encontrou suporte em torno de US$ 2,70. A ruptura dessa região abriu espaço para um novo movimento de alta.

Com base nessa estrutura, a projeção de curto prazo indica potencial de avanço de cerca de 47%. No longo prazo, os alvos mencionados incluem US$ 20 e US$ 50, este último acima do recorde anterior. Ainda assim, há distância relevante até esses níveis.

Nova tese de investimento para o UNI

Receita recorrente muda percepção do mercado

O principal ponto destacado é a mudança na forma de avaliação do UNI. Com geração de receita direta, o ativo passa a apresentar métricas mais previsíveis, fator relevante para investidores institucionais.

Além disso, os mecanismos de recompra e queima criam uma dinâmica de oferta mais clara. Dessa forma, o token deixa de ser apenas um instrumento de governança e passa a integrar uma estrutura econômica mais robusta.

Ao mesmo tempo, cresce a interpretação da Uniswap como infraestrutura para liquidação de ativos tokenizados entre redes. Embora essa visão ainda esteja em evolução, reflete uma mudança relevante de posicionamento.

Os números reforçam essa transformação. O protocolo gerou mais de US$ 1 bilhão em taxas em um único ano, enquanto o token se valorizou a partir das mínimas recentes. Nesse contexto, a combinação entre receita, queima de tokens e avanços técnicos redefine a análise do UNI no mercado cripto.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Sempre faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.