Upgrade Fusaka impulsiona nova fase de escalabilidade do Ethereum

A atualização Fusaka marca um dos avanços mais importantes da história recente do Ethereum. Além disso, o hard fork chega para ampliar eficiência, reduzir custos e impulsionar a capacidade da rede de lidar com demandas crescentes. Assim, a fusão entre otimização técnica e reforço na descentralização abre espaço para uma nova etapa de inovação no ecossistema. Com isso, o Ethereum prepara terreno para seus upgrades mais ambiciosos previstos para 2026.
Avanços estruturais que ampliam capacidade e reduzem custos
O Fusaka reúne 12 EIPs selecionados para aumentar desempenho, diminuir exigências de hardware e facilitar a participação de validadores. Além disso, a atualização expande a capacidade de processamento com maior TPS, o que reduz gargalos em períodos de alta demanda. O impacto é especialmente sentido pelas soluções de camada 2, que dependem diretamente da eficiência da rede principal.
O hard fork reduz taxas de gas, principalmente em redes L2, tornando o uso cotidiano mais barato para usuários e permitindo o desenvolvimento de aplicações mais acessíveis. Assim, ferramentas antes restritas a contextos especializados passam a ser mais viáveis para o grande público. Outro ponto central está na otimização de dados, já que validadores realizam operações mais leves, com menos sobrecarga e menor custo de infraestrutura. Desse modo, entusiastas conseguem rodar nós em casa, reforçando a descentralização — um pilar essencial da visão da Ethereum.
Testado nas testnets Holesky, Sepolia e Hoodi, o Fusaka chega ao mainnet com estabilidade. O ensaio final, em 28 de outubro na Hoodi, confirmou que o lançamento ocorreria sem falhas, preparando o ecossistema para um ciclo maior de evolução.
PeerDAS, blobs e a rota para as próximas etapas até janeiro
A atualização também inaugura o PeerDAS (Peer Data Availability Sampling), considerado um dos recursos mais impactantes desde o início dos preparativos para o pacote Pectra. Dessa forma, nós da EVM verificam disponibilidade de dados sem baixar toda a blockchain, melhorando desempenho e reduzindo custos de maneira significativa. Além disso, o PeerDAS favorece o crescimento das L2, que passam a operar com mais eficiência e menos gasto computacional.

Hoje, a rede suporta seis blobs por bloco, um limite que já é insuficiente frente ao aumento de tráfego. Com o Fusaka, inicia-se uma expansão gradual que avança até o dia 7 de janeiro de 2026, quando ocorre a ativação da fase BPO (“Blob Parameter Only”). Nesse estágio, o número de blobs sobe para 14 por bloco, representando crescimento de mais de 133% em relação ao padrão atual. Essa evolução cria uma base estratégica para os próximos forks programados ao longo de 2026.
Entre os avanços futuros está a sequência de atualizações BPO e o ambicioso upgrade Gloas-Amsterdam, também chamado de “Glamsterdam”. O pacote reúne 25 EIPs e promete reduzir o tempo de bloco em cerca de 50%, ampliando a responsividade da rede e preparando o Ethereum para acomodar o volume crescente de rollups e transações distribuídas pelo ecossistema.
Como o Fusaka molda o futuro da rede
O hard fork Fusaka, previsto para 3 de dezembro de 2025, transforma a experiência de usuários, desenvolvedores, validadores e instituições. Além disso, taxas menores aumentam a atratividade da rede; ferramentas avançadas estimulam inovações em DeFi, games e infraestrutura; e validadores operam com maior simplicidade. Portanto, mesmo com incertezas no comportamento de preço do ETH, a evolução técnica reforça a liderança da Ethereum entre as blockchains globais. Assim, a chegada de Glamsterdam se torna parte de um roteiro consistente de melhorias contínuas, sustentado por avanços sólidos em eficiência e escalabilidade.