USDC aparece em suspeita de roubo de US$ 106 milhões
Uma entidade não identificada da União Europeia pode ter perdido mais de US$ 106 milhões em criptomoedas após retiradas suspeitas em várias exchanges. O investigador blockchain ZachXBT divulgou o caso em um alerta público no Telegram, na segunda-feira. Segundo ele, as movimentações ocorreram em 1º de novembro e envolveram principalmente USDC e USDT. Até agora, nenhuma fonte independente confirmou o prejuízo informado ou o método usado para acessar as contas.
A vítima, as exchanges afetadas e o possível responsável continuam sem identificação pública. Além disso, ZachXBT não determinou se invasores violaram os sistemas das plataformas ou comprometeram as credenciais da entidade. No entanto, nenhuma organização europeia ou exchange confirmou publicamente as retiradas relatadas. Por isso, o caso permanece sob investigação e ainda não possui uma divisão final das perdas.
Transferências de USDC levantam alerta
O pesquisador identificou 11 endereços de carteiras ligados à suposta subtração. De acordo com o alerta, os recursos saíram de contas em exchanges e seguiram para carteiras usadas em transferências e conversões. Nesse contexto, ZachXBT pediu que participantes do mercado acompanhem novas movimentações desses endereços. Dessa forma, os registros das blockchains podem ajudar a localizar transferências posteriores.
Os valores deixaram as contas como USDC e USDT, duas stablecoins vinculadas ao dólar americano. Em seguida, o suposto invasor teria trocado parte do USDC por Ether. As transferências também teriam passado pela WellWallet e pela Kyrrex. Uma conversão semelhante de USDC para Ether apareceu no ataque contra a Binance relatado na semana anterior.
Conversões envolvem Monero e diferentes redes
Parte dos fundos teria passado por uma conversão para Monero por meio da Wagyu. Posteriormente, o responsável teria movimentado os recursos entre diferentes blockchains, conforme o alerta. O Monero oculta detalhes das transações e, portanto, pode dificultar o rastreamento dos valores. Em contrapartida, os emissores de USDC e USDT podem congelar saldos em determinadas condições.
ZachXBT declarou ter forte convicção de que o Lazarus Group não participou da suposta operação. Ainda assim, ele não indicou outro suspeito nem detalhou publicamente todos os sinais usados nessa avaliação. Em um caso separado, pesquisadores associaram o ataque à Binance ao TraderTraitor, grupo da Coreia do Norte ligado ao Lazarus. Especialistas em segurança estimaram perdas de cerca de US$ 6,3 bilhões no incidente de 29 de outubro.
Outras plataformas relatam incidentes de segurança
A exchange brasileira Mercado Bitcoin também relatou um incidente após pesquisadores identificarem mais de US$ 40 milhões em transferências suspeitas. A empresa informou que o episódio não afetou os clientes e suspendeu temporariamente depósitos e saques. Enquanto isso, o BTCPay Server alertou sobre invasores que drenaram fundos de versões antigas do software. A plataforma afirmou que a versão 2.4.1 e anteriores enfrentavam um método conhecido de ataque.
Por outro lado, o BTCPay Server não registrava relatos confiáveis de drenagem de carteiras na versão 2.4.7. A Binance, por sua vez, separou mais de US$ 6,34 bilhões para cobrir perdas relacionadas ao ataque. Desse total, a empresa mantinha US$ 5 bilhões nos tokens afetados. Assim, os episódios destacam riscos relacionados a contas em exchanges, carteiras digitais e versões desatualizadas de softwares.
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