USDT: usuário perde US$ 50 mil em golpe na Ethereum

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Um usuário de criptomoedas perdeu cerca de US$ 50 mil em USDT após cair em um ataque de envenenamento de endereço na Ethereum. A plataforma de segurança Scam Sniffer informou que o endereço fraudulento imitava os quatro primeiros e os seis últimos caracteres do destinatário correto. Assim, a vítima transferiu os recursos para uma carteira controlada pelo golpista.

A Scam Sniffer relatou o caso no X e publicou os dois endereços envolvidos. Além disso, a postagem mostrou uma captura do histórico que registrava o pagamento enviado ao destino incorreto. Desse modo, o episódio demonstra como endereços visualmente semelhantes podem provocar erros durante transferências de stablecoins.

Como endereços parecidos colocam transferências em risco

A MetaMask define o envenenamento de endereço como um golpe que insere uma carteira semelhante no histórico de transações. Os criminosos monitoram transferências, principalmente de stablecoins, e identificam endereços usados pelas vítimas. Em seguida, geram endereços que imitam os caracteres iniciais e finais desses destinos. Depois, tentam induzir o usuário a copiar a carteira falsa em uma nova operação.

Para plantar o endereço falso no registro, o golpista pode enviar uma quantia irrelevante ou uma transferência de valor zero. Às vezes, a operação aparece no histórico sem movimentar recursos da vítima. Depois disso, o criminoso espera que o usuário selecione o destino errado ao preparar outro pagamento. Por isso, a MetaMask alerta que a exibição abreviada dos endereços esconde diferenças nos caracteres centrais.

Na prática, o início e o fim da carteira parecem familiares, embora o conteúdo intermediário seja diferente. Essa estratégia explora a confiança do usuário no histórico da própria carteira. Portanto, o registro de transações não deve funcionar como uma lista confiável de destinatários.

Caso anterior envolveu endereço plantado por 66 dias

Em um caso de 11 de agosto, um usuário perdeu aproximadamente 100 mil USDT após escolher um endereço falso mantido no histórico por 66 dias. Conforme a Cyvers Alerts, a vítima confiou no registro anterior sem comparar todo o endereço de destino. Ao receber os recursos, o atacante trocou os USDT por ETH. Logo, a conversão dificultou um eventual congelamento dos valores.

Quando a empresa de segurança publicou o alerta, a carteira receptora mantinha cerca de 52,8 ETH. A Cyvers classificou o episódio como engenharia social baseada em um registro de endereço forjado. Contudo, a empresa não identificou a vítima nem informou qualquer recuperação, devolução ou intervenção de uma exchange.

A companhia atribuiu a perda à falta de verificação completa do endereço e recomendou que usuários não tratem o histórico como uma agenda. Segundo a avaliação, a conversão para ETH buscava reduzir o risco de congelamento das stablecoins. Nesse contexto, o caso reforçou a necessidade de conferir cada caractere antes da confirmação.

Transferência de quase 50 milhões de USDT seguiu teste

Outro episódio, divulgado em 21 de dezembro de 2025, envolveu um trader que transferiu 49.999.950 USDT para um destino fraudulento. Antes da operação principal, ele havia enviado 50 USDT como teste ao destinatário correto. No entanto, o atacante inseriu uma transação de poeira de 0,005 USDT no histórico da vítima. Em seguida, o endereço falso permaneceu entre as operações recentes.

O endereço de imitação repetia os três primeiros e os quatro últimos caracteres do destino legítimo. Ao preparar o envio restante, a vítima copiou a carteira fraudulenta. Posteriormente, o monitoramento da SlowMist indicou que o golpista converteu os recursos em ETH e os distribuiu entre várias carteiras. Depois, parte dos valores passou pelo Tornado Cash.

O trader ofereceu uma recompensa de US$ 1 milhão e exigiu a devolução de 98% dos fundos em 48 horas. Ele transmitiu a solicitação por meio de uma mensagem on-chain. Enquanto isso, a MetaMask afirma que compara novos destinos com endereços presentes no histórico do remetente. Se detectar grande semelhança, a carteira exibe um aviso de bloqueio antes do envio.

Carteiras e exploradores reforçam alertas

A documentação da MetaMask cita endereços com os mesmos quatro caracteres iniciais e finais, mas com conteúdo central diferente. Além disso, a carteira alerta quando o usuário envia recursos para um destino com o qual nunca interagiu. Contudo, a empresa ressalta que um endereço desconhecido não é necessariamente malicioso. Por isso, recomenda salvar destinos verificados na área de contatos.

Em 14 de março, o cofundador da Binance, Changpeng Zhao, criticou no X o spam no histórico de transações. O usuário identificado como Nima havia relatado 89 tentativas de envenenamento em menos de 30 minutos. Os alertas surgiram após duas transferências de stablecoins na Ethereum. Zhao afirmou que a Trust Wallet já filtrava essas operações e pediu medidas semelhantes aos exploradores de blockchain.

Já um esclarecimento atribuído ao usuário Xeift indicou que a Etherscan ocultava transferências de valor zero por padrão. BscScan e Basescan, por sua vez, exigiam a ativação manual do controle para esconder essas operações. Nima alertou que muitas pessoas poderiam cair no golpe. Entretanto, as mensagens registravam tentativas repetidas, não 89 furtos concluídos.

A Etherscan também alertou que golpistas tentam induzir usuários a copiar endereços semelhantes do histórico. Ao mesmo tempo, Zhao reconheceu que os filtros podem afetar pequenos pagamentos entre agentes de inteligência artificial. Ele sugeriu o uso de IA para separar operações legítimas de spam. Dessa maneira, as plataformas poderiam reduzir fraudes sem ocultar transferências válidas.

Em junho de 2024, a Ledger alertou sobre transações fictícias criadas para simular pagamentos anteriores a endereços controlados por atacantes. A empresa descreveu carteiras falsas que compartilhavam os primeiros e os últimos quatro ou cinco caracteres de destinos legítimos. Contudo, uma entrada não solicitada não retira recursos da conta por si só. Portanto, o golpe depende de uma ação posterior da vítima.

Para concluir uma transferência de saída, o usuário precisa iniciar e assinar a operação no dispositivo. A Ledger recomendou ocultar tokens e NFTs indesejados, além de evitar interações com recursos suspeitos ou endereços associados. Também orientou cautela com pequenos depósitos e NFTs disfarçados de vouchers, pois eles podem direcionar usuários a contas fraudulentas.

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