Usuários da Linux são novo alvo de malware para minerar Monero

Uma vulnerabilidade no sistema facilitou a instalação de programas maliciosos

Atualmente a criptomoeda mais visada pela mineração através de malware é a Monero (XRM). Por ser uma moeda de grande privacidade e apresentar baixo custo de execução, o ativo se torna muito atraente para hackers.

“Os cibercriminosos preferem XRM por uma razão: é confidencial e cryptojackers não precisam se concentrar em organizações e autoridades que monitoram o que é feito com uma moeda após sua ‘escavação’. Em segundo lugar: Monero utiliza o cálculo Proof-of-Work, o CPU é o mesmo que para o GPU, portanto, computadores danificados são econômicos. Esses dois aspectos são recursos progressivos, então os hackers preferem minerar Minero do que criptomoedas diferentes”, disse Justin Ehrenhofer, chefe da equipe de resposta de malware da Monero.

De acordo com relatórios publicados recentemente, usuários da rede Linux podem estar em maior risco de exposição à mineração ilegal da moeda. Assim que a vítima é exposta ao vírus, o computador passa a utilizar grandes quantidades de eletricidade para minerar tokens XRM legítimos, que são enviados aos hackers e acabam criando grandes custos de energia, que fica aos encargos da vítima.

“Um estudo recente mostrou que uma quantidade crescente de malware para mineração de criptoativos ainda é direcionada a grandes corporações, sequestrando o sistema das vítimas para minerar Monero. Recentemente foi detectado um grupo de hackers romeno denominado Outlaw, que, como mostra um estudo da Palo Alto network, supostamente desativa as medidas de segurança da nuvem de usuários Linux para impedir a detecção de programas maliciosos.”, disse a A to Z Markets.

Aparentemente algumas vulnerabilidades no sistema Linux facilitaram a instalação do malware. Curiosamente, as vulnerabilidades estão dentro das medidas de segurança na nuvem da rede.

Para evitar este tipo de ocorrência, é indicado manter o aparelho sempre atualizado e possuir um antivírus funcional, práticas que podem reduzir as chances de exposição a esse tipo de vírus.

FONTE: CRYPTODAILY

Foto de Beatriz Orlandeli
Foto de Beatriz Orlandeli O autor:

Simpatizante das criptomoedas, após cursar Arquitetura e Urbanismo, reavivou um antigo gosto pela escrita e atualmente trabalha como redatora do WeBitcoin.

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