Governo da Venezuela está forçando os postos de gasolina a aceitar Petro

Uso da Petro segue sendo incentivado pelo governo da Venezuela

O governo da Venezuela começou a exigir que todos os postos de gasolina do país vendam gasolina com desconto em troca de sua controversa moeda digital emitida pelo estado, a Petro.

O anúncio ocorre em meio a um aumento geral dos preços da gasolina no país, após a decisão do governo de remover subsídios que reduziram o preço por litro a essencialmente zero.

O aumento de preço fará com que a gasolina por litro suba para US$ 0,50 em compras não qualificadas, embora descontos significativos sejam disponibilizados para aqueles que optarem por realizar transações em Petro.

Apoiado pelas reservas de petróleo do país, o Petro foi amplamente condenado em todo o mundo como uma tentativa de evitar sanções internacionais contra o governo. A moeda digital também foi criticada pelos políticos da oposição por ser inconstitucional, porque alegam que ela é ilegalmente sustentada por ativos estatais.

Contudo, o governo tem se empenhado em promover o uso da moeda digital como uma alternativa a outras moedas, em uma tentativa de apoiar sua economia afetada por sanções.

Sob o novo esquema, os proprietários de carros recebem 120 litros por mês à taxa de US$ 0,02, enquanto os motociclistas têm direito a 60 litros por mês.

Como resultado, os proprietários de carros podem comprar dois tanques cheios por aproximadamente US$ 2,40 – o equivalente a 37% do salário mínimo do país.

O subsídio está disponível apenas para os titulares de uma carteira de identidade nacional, um esquema controverso evitado por alguns venezuelanos que a consideram uma ferramenta do controle totalitário da população pelo governo.

Para tornar as coisas mais complicadas para os consumidores, o esquema não aceita pagamentos por meio do aplicativo de carteira Petro, a única carteira desse tipo que suporta a moeda digital. Em vez disso, o pagamento pode ser feito apenas pelo sistema de pagamento biométrico “Patria” do país, que ainda não é compatível com a carteira do aplicativo.

Fonte: CoinGeek

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Foto de Marcelo Roncate O autor:

Estudante de História e trader aposentado. Segue firme como entusiasta do Bitcoin e inimigo declarado das pirâmides financeiras.