Venice Token cai 25% e pode testar suporte de US$ 20

•

O Venice Token (VVV) atingiu US$ 25,90 em 29 de setembro, após cair 25% desde o pico recorde de US$ 34,60. Esse movimento acompanhou uma onda de vendas e realização de lucros. Embora o gráfico indique uma possível reversão, a pressão vendedora ainda pode provocar novas quedas.

A correção ocorreu depois que o Bitcoin recuou de US$ 87 mil para US$ 82 mil. Com isso, investidores do VVV reduziram posições após a forte valorização registrada no terceiro trimestre. Antes da queda, o preço havia avançado de aproximadamente US$ 10 para perto de US$ 35.

Faixa técnica pode sustentar o preço do VVV

Entre a mínima de julho e o pico de setembro, o VVV acumulou valorização de 230%. Ainda assim, a correção do Bitcoin incentivou investidores a embolsar parte dos ganhos. A pressão sobre o Venice Token, portanto, pode continuar no curto prazo.

O mercado mais amplo pode permanecer lateralizado antes da decisão de juros do Federal Reserve, prevista para o fim de outubro. Nesse cenário, altcoins que avançaram fortemente no terceiro trimestre podem enfrentar novas realizações. Por isso, a queda de 25% talvez ainda não represente o fim da correção. O comportamento do Bitcoin também deve influenciar a intensidade desse movimento.

Na leitura técnica, o preço ainda não alcançou a zona de retração entre 50% e 61,8% de Fibonacci. Essa faixa fica entre US$ 20 e US$ 22 e funciona como uma região relevante de suporte. Dessa maneira, o VVV ainda pode prolongar a queda em direção a esse intervalo. Uma reação compradora nessa área fortaleceria a possibilidade de recuperação.

Gráfico do par VVV USDT

Fonte: VVV/USDT, TradingView

 

Média móvel de 200 dias reforça o suporte

A faixa entre US$ 20 e US$ 22 também coincide com a média móvel de 200 dias. Além disso, essa confluência aumenta a relevância da zona de Fibonacci para o Venice Token. Caso o preço alcance o nível e encontre sustentação, a tese de recuperação ganhará força. A defesa da média poderá atrair novamente o interesse comprador.

Um recuo acumulado de até 35% elevaria as chances de uma reversão mais consistente, desde que a média resista. Nesse caso, a análise identifica uma possível entrada com alvo entre US$ 32 e US$ 35. O potencial de valorização ficaria perto de 53%, dependendo do ponto de entrada e do alvo. Por outro lado, a perda da média móvel invalidaria essa leitura otimista.

Queimas acompanharam o rali do terceiro trimestre

Durante o terceiro trimestre, o rali coincidiu com uma aceleração expressiva nas queimas de VVV. Em setembro, o indicador da taxa de queima quase triplicou, passando de US$ 11 mil para aproximadamente US$ 30 mil. Ao mesmo tempo, a narrativa de redução da oferta ajudou a sustentar a valorização.

No total, o programa destinou US$ 666 mil à recompra e à queima de VVV. Mesmo assim, o montante ficou 4% abaixo dos US$ 691 mil registrados em agosto. Os dados mostram que a atividade permaneceu elevada, apesar da pequena redução mensal. A continuidade das queimas segue como um dos fatores observados pelo mercado.

Dados de queima do Venice Token

Fonte: Venice

 

Bitcoin pode definir a recuperação do Venice Token

Se a pressão macroeconômica diminuir e o Bitcoin retomar US$ 84 mil, uma recuperação em outubro ficará mais provável. Nesse contexto, o VVV poderia sustentar a região de US$ 20 e voltar a mirar US$ 35. Contudo, a zona técnica precisaria resistir a uma nova onda de vendas.

Em contrapartida, o aumento da pressão macroeconômica pode enfraquecer esse cenário. Se o Bitcoin perder as regiões de US$ 84 mil e US$ 80 mil, o Venice Token poderá ampliar as perdas. Assim, a direção do principal ativo do mercado cripto deve influenciar o próximo movimento do VVV. Agora, a defesa ou a perda da faixa entre US$ 20 e US$ 22 definirá a perspectiva técnica.

Google Notícias

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.   Adicione-nos como sua fonte preferida no Google    e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações.