VIRTUAL testa alta com volume 121% maior
O token VIRTUAL, da Virtuals Protocol, manteve o rali recente e seguiu atraindo capital. Na apuração, preço e volume de negociação avançavam juntos. Esse alinhamento aumentou a atenção do mercado sobre a possibilidade de continuidade da alta. O volume saltou mais de 121% e alcançou US$ 82 milhões.
Além disso, a base de detentores chegou a 1,11 milhão de holders. Ainda assim, esse crescimento isolado não comprova relação direta com a valorização do ativo. Em outras palavras, o avanço no número de carteiras não garante, por si só, a sustentação do rali.
De fato, os indicadores mostravam força dos compradores, mas também apontavam riscos relevantes. Portanto, o cenário de curto prazo seguia construtivo, embora a continuidade da alta ainda dependesse de confirmação em volume, derivativos e atividade real do protocolo.
Liquidações favorecem compradores no curto prazo
O mapa de calor de liquidações indicou grandes zonas de liquidação dos dois lados do preço do VIRTUAL. Contudo, os agrupamentos acima da cotação apareciam maiores. Por isso, o quadro dava uma leve vantagem aos compradores.
Essas áreas representam faixas nas quais posições alavancadas podem ser encerradas à força caso o preço alcance determinados níveis. Assim, concentrações de liquidez costumam atrair a cotação, já que traders e formadores de mercado buscam esses pontos para melhorar a execução das ordens.

Como o momentum já favorecia um viés de alta, o VIRTUAL poderia estender o movimento até o maior agrupamento de liquidez acima do preço. Ainda assim, os blocos abaixo da cotação mantinham o risco de correção caso o mercado perdesse força.
Em 24 horas, posições vendidas sofreram US$ 50.220 em liquidações, enquanto posições compradas perderam US$ 22.760. Dessa forma, o volume maior de liquidações de vendidos reforçou a leitura altista no curtíssimo prazo.
Derivativos mostram apoio parcial à alta
Nos contratos perpétuos, porém, a pressão de venda apareceu com mais força e impôs resistência a uma continuação mais limpa do rali. No momento da apuração, a relação Taker Buy/Sell do VIRTUAL estava em 0,94. Como a leitura ficou abaixo de 1, o volume de vendas a mercado superou o volume de compras a mercado.

Apesar disso, o ativo mostrou resiliência, com compradores ainda ativos em corretoras de grande volume, como Binance e Bybit. Como a Binance respondeu pela maior fatia do volume negociado de VIRTUAL, o fluxo de ordens da plataforma tende a influenciar mais a direção de curto prazo.
Outro ponto relevante foi a taxa de financiamento positiva em 0,0049%. Isso significa que traders posicionados na compra pagavam os vendidos, um sinal clássico de posicionamento altista. Entretanto, esse dado não confirma sozinho que os compradores dominavam a maior parte do interesse em aberto.
Atividade do protocolo ainda pede confirmação
Por outro lado, o uso do protocolo trouxe um sinal mais cauteloso, porque a atividade não acompanhou a alta do preço do VIRTUAL. Segundo a Artemis, o número de usuários ativos diários estava em 1.000, abaixo dos quase 2.000 registrados em 10 de julho.
Ao mesmo tempo, a DefiLlama apontava mais de US$ 129 mil em taxas geradas. Ainda assim, se a atividade dos usuários continuar fraca, esse descompasso entre demanda pelo protocolo e valorização de mercado pode dificultar a sustentação do rali.
O que observar no preço do VIRTUAL
Em resumo, o VIRTUAL ganhou apoio com o avanço do volume de negociação, o crescimento da base de holders e sinais de posicionamento otimista nos derivativos. Além disso, o mapa de liquidação mostrou um ambiente levemente favorável aos compradores, sobretudo por causa das maiores zonas de liquidez acima da cotação.
Porém, a queda dos usuários ativos diários para 1.000, ante quase 2.000 em 10 de julho, e a pressão vendedora nos contratos perpétuos impedem uma leitura totalmente confortável. Assim sendo, a força da alta ainda depende de confirmação no uso efetivo do protocolo e na manutenção do apetite comprador nas principais corretoras.