Visa lidera cartões cripto após alta mensal de 230%
O volume mensal de pagamentos com cartões vinculados a criptomoedas avançou cerca de 230% desde maio de 2025. Além disso, o mercado já atingiu US$ 7,8 bilhões em transações acumuladas no mês, segundo a newsletter de pesquisa de mercado The Kobeissi Letter.
O avanço reforça uma mudança relevante no uso de ativos digitais. Nesse cenário, as stablecoins ganham espaço como meio de pagamento cotidiano, enquanto a Visa concentra cerca de 90% das transações globais com cartões cripto.
Visa concentra transações globais com cartões cripto
A liderança da Visa resulta de parcerias estratégicas com empresas nativas do ambiente on-chain, segundo a publicação. Por exemplo, a integração da empresa com a Jupiter Global, ligada à Jupiter DEX, na rede Solana, amplia o uso de liquidez em terminais de ponto de venda sem depender de uma entidade central.
Esse modelo conecta a infraestrutura blockchain a meios de pagamento já consolidados. Dessa forma, usuários conseguem gastar ativos digitais em estabelecimentos comuns, ao passo que a experiência se aproxima do cartão tradicional.
Urgente: os volumes acumulados de pagamentos com cartões cripto atingiram um recorde de US$ 7,8 bilhões, com os volumes mensais agora em alta de 230% desde maio de 2025.
A adoção de cartões cripto acelerou rapidamente em 2026 devido ao maior acesso a stablecoins como trilho de pagamento por meio desses cartões.
Fonte: The Kobeissi Letter no X
Ao mesmo tempo, a popularização das stablecoins ajuda a explicar esse crescimento. Como esses ativos acompanham moedas fiduciárias, consumidores passaram a usá-los de forma semelhante ao dinheiro tradicional, porém dentro da infraestrutura do mercado de criptomoedas.
Stablecoins ampliam uso em despesas cotidianas
A expansão dos cartões de pagamento mostra que os ativos digitais entram no sistema financeiro tradicional sem substituir grandes bandeiras, como Visa e Mastercard. Pelo contrário, a tendência aponta para integração entre redes globais de pagamento e serviços construídos sobre blockchain.
Os dados recentes também mostram uma mudança no perfil de uso. A exchange OKX lançou seu cartão de stablecoin na Europa sobre a rede da Mastercard e divulgou estatísticas de consumo. Segundo a empresa, compras em supermercados representaram a categoria mais popular em janeiro, com cerca de 26% de todas as transações do cartão.
Em seguida, restaurantes responderam por 18% do volume total, enquanto compras online ficaram com 13% do uso agregado. Portanto, os números indicam que ativos digitais já sustentam despesas domésticas e consumo cotidiano, não apenas operações especulativas.
Esse comportamento ganha relevância porque se apoia em ativos menos voláteis, como as stablecoins. Assim, o cartão deixa de ser um produto restrito ao universo DeFi e passa a funcionar como ponte para uso no mundo real.
Expansão internacional pode acelerar setor em 2026
A tendência de crescimento ainda deve ganhar força ao longo de 2026. A Visa e a Bridge, empresa controlada pela Stripe, planejam lançar novos cartões de pagamento ligados a stablecoins em mais de 100 países até o fim do ano.
Inicialmente, a primeira etapa do projeto contempla 18 países, entre eles Argentina, Colômbia e México. Esses mercados foram destacados por apresentarem demanda elevada por alternativas estáveis às moedas fiduciárias locais.
Projeto com a Bridge mira mais de 100 países
Depois dessa fase inicial, a expansão deve avançar para regiões da Ásia-Pacífico, África e Oriente Médio. Com isso, a infraestrutura de pagamentos com ativos digitais pode atingir um público mais amplo.
Além disso, a ampliação dessa rede pode facilitar a entrada de milhões de pessoas sem acesso bancário no ecossistema de criptomoedas. Da mesma forma, ela pode abrir caminho para operações internacionais mais rápidas e com menor custo para empresas globais.
O dado central resume a nova fase do setor: pagamentos com cartões ligados a criptomoedas chegaram a US$ 7,8 bilhões no mês, avançaram 230% desde maio de 2025 e colocaram a Visa com cerca de 90% desse mercado. Ainda assim, o fator decisivo parece ser a expansão das stablecoins no varejo, que transforma ativos digitais em instrumentos efetivos de pagamento.