Vitalik compara Ethereum a BitTorrent e Linux
O Ethereum foi descrito por Vitalik Buterin como uma infraestrutura global essencial, projetada para operar com autonomia e descentralização. Em 8 de janeiro, o cofundador comentou que a rede deve ser entendida como uma base tecnológica neutra, semelhante a sistemas que alcançaram escala mundial sem comprometer a descentralização.
Uma metáfora para o Ethereum é o BitTorrent e como essa rede ponto a ponto combina descentralização e escalabilidade. O objetivo do Ethereum é fazer o mesmo, mas com consenso. Outra metáfora para o Ethereum é o Linux. * O Linux é um software livre e de código aberto, e não abre mão disso. * O Linux é usado silenciosamente por bilhões de pessoas e empresas em todo o mundo. Governos o utilizam regularmente. * Existem muitos sistemas operacionais baseados em Linux que buscam adoção em massa. *
vitalik.eth @VitalikButerin no XA relação entre a rede e o modelo do BitTorrent
Buterin explicou que o BitTorrent se tornou um dos maiores exemplos de sistema ponto a ponto em grande escala. Além disso, ele afirmou que a plataforma atingiu esse patamar ao distribuir suas operações entre os próprios usuários, evitando qualquer coordenação centralizada.
A comparação foi feita quando ele comentou como a rede pode seguir o mesmo caminho. Segundo Buterin, o Ethereum distribui tarefas essenciais, como verificação e liquidação de transações, garantindo eficiência mesmo com expansão contínua.
O cofundador destacou ainda que o BitTorrent deixou de ser restrito a usuários domésticos, passando a ser adotado por empresas e órgãos públicos. Além disso, o uso institucional demonstra que sistemas totalmente descentralizados conseguem alcançar robustez e escala.
Escalabilidade sem comprometer autonomia
Para Buterin, esse modelo reforça que a expansão de uma rede descentralizada não precisa implicar controle central. Portanto, o Ethereum pode evoluir para sustentar milhões de usuários sem colocar em risco seus princípios fundamentais.
Linux como inspiração para a evolução do Ethereum
Buterin também comparou o Ethereum ao Linux, conhecido por sua natureza livre, aberta e altamente adaptável. Além disso, o Linux se consolidou como parte da infraestrutura crítica da internet, servindo desde serviços em nuvem até operações governamentais sensíveis.
Segundo ele, o Ethereum L1 deve desempenhar papel semelhante no ecossistema financeiro descentralizado. Assim, a rede deve oferecer experiências tanto completas quanto minimalistas, permitindo total autonomia para usuários comuns e segurança para empresas que desejam construir soluções duradouras.
Infraestrutura aberta para indivíduos e instituições
Assim como o Linux oferece diferentes distribuições, o Ethereum pode sustentar aplicações voltadas ao grande público e, ao mesmo tempo, estruturas empresariais de alta exigência. Além disso, essa versatilidade impulsiona a inovação contínua da rede.
A visão de Vitalik sobre o futuro do computador mundial
Nos últimos meses, Buterin alertou para o risco de o ecossistema priorizar tendências passageiras, como meme coins ou incentivos artificiais. Portanto, ele defende que o foco deve permanecer na construção de uma base neutra e confiável, capaz de funcionar como um computador mundial.
Bem-vindo a 2026! Milady está de volta. O Ethereum fez muito em 2025: os limites de gás aumentaram, a contagem de blobs aumentou, a qualidade do software dos nós melhorou, as zkEVMs superaram seus marcos de desempenho e, com as zkEVMs e o PeerDAS, o Ethereum deu seu maior passo para se tornar um tipo de blockchain fundamentalmente novo e mais poderoso (falaremos mais sobre isso adiante).
vitalik.eth @VitalikButerin no X
Buterin reforçou que o principal parâmetro de avaliação da rede é o teste de afastamento. Assim, os aplicativos devem continuar funcionando mesmo sem a presença de seus desenvolvedores. Ele afirma que a mesma lógica deve orientar o protocolo base.
No entanto, o excesso de dependência de serviços centralizados representa um risco ao modelo descentralizado da plataforma. Além disso, o Ethereum foi criado como resposta a uma internet dominada por sistemas fechados, com forte controle corporativo.
Segundo o cofundador, a missão da rede é fornecer infraestrutura aberta de finanças, identidade, governança e suporte social, sem exigir permissões ou intermediários. Portanto, os princípios aplicados em BitTorrent e Linux funcionam como guia para consolidar a descentralização e garantir longevidade tecnológica.