Volvo Cars amplia parceria com Nvidia para direção autônoma

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A Volvo Cars anunciou, na quinta-feira (15 de outubro), a ampliação da parceria com a Nvidia para desenvolver tecnologias avançadas de direção automatizada. Com isso, a parceria combina as plataformas de inteligência artificial da Nvidia com a engenharia de segurança veicular da montadora. O acordo busca aprimorar a navegação automatizada em futuros veículos da Volvo Cars. No entanto, as empresas não divulgaram o valor financeiro da parceria nem o primeiro modelo que receberá a tecnologia.

Em movimento separado, as ações da AB Volvo, sob o código VOLV-B.ST, fecharam em 319,70 coroas suecas. O papel subiu 0,70 coroa sueca, ou 0,22%, conforme os dados fornecidos. Ainda assim, a cotação da AB Volvo não representa o desempenho da Volvo Cars. Portanto, os dados pertencem a uma companhia distinta da montadora envolvida no acordo com a Nvidia.

Plataformas de IA reforçam sistemas de condução

Nos futuros veículos, a Volvo Cars integrará a arquitetura Hyperion, o software de condução Alpamayo e a tecnologia de segurança Halos. A Hyperion reúne sensores e sistemas computacionais que analisam as condições ao redor do automóvel e as informações das vias. Já o Alpamayo oferece ferramentas de inteligência artificial para apoiar decisões de condução em diferentes ambientes. Por sua vez, o Halos acrescenta uma camada voltada à segurança das funções automatizadas.

A Nvidia desenvolveu o Alpamayo como um conjunto de modelos de IA, dados de treinamento, simuladores e ferramentas de desenvolvimento. Além disso, a plataforma opera com softwares convencionais que utilizam aprendizado de máquina, câmeras e radares. Dessa maneira, diferentes tecnologias podem processar informações simultaneamente e apoiar decisões mais confiáveis. A estratégia também reduz a dependência de um único componente durante a análise das condições da estrada.

Ali Kani, chefe da divisão automotiva da Nvidia, afirmou que a empresa opera vários sistemas de software com diferentes tecnologias de sensores. Segundo o executivo, sistemas separados avaliam as condições da estrada e diminuem a dependência de componentes individuais. Assim, mais de 650 mil desenvolvedores baixaram o Alpamayo de código aberto, de acordo com Kani.

Estratégia inclui elétricos, híbridos e modelos a gasolina

A Volvo Cars pretende levar a direção automatizada além de sua atual linha de veículos elétricos a bateria. Com isso, a empresa também planeja atender híbridos plug-in e veículos a gasolina por meio de uma arquitetura mais abrangente. Hoje, a montadora utiliza a tecnologia de computação Orin da Nvidia em toda a sua gama de elétricos a bateria. Agora, a parceria adicionará capacidade computacional e componentes de software para funções automatizadas mais avançadas.

Antes, a Volvo Cars dependia de programas específicos por veículo e de diferentes fornecedores para cada modelo. Agora, a empresa reúne hardware, software e engenharia de segurança em uma estrutura de desenvolvimento mais integrada. Desse modo, a montadora busca criar plataformas tecnológicas compartilhadas entre diferentes categorias de veículos.

Nova plataforma deve chegar antes de 2030

A Volvo Cars pretende introduzir a plataforma aprimorada da Nvidia em um novo veículo antes do fim da década. Entretanto, a administração não confirmou o modelo, o cronograma de produção ou uma data específica para o lançamento. Inicialmente, o sistema oferecerá direção automatizada supervisionada, enquanto o motorista continuará responsável pela operação. Logo, a tecnologia ainda exigirá atenção e participação humana durante o uso.

O novo sistema utilizará a arquitetura Hyperion para processar dados em diferentes condições de condução. Enquanto isso, a camada Halos apoiará a avaliação das funções automatizadas e do desempenho do sistema. Na prática, essas tecnologias devem auxiliar o desenvolvimento de software para situações mais complexas de vias e tráfego.

A parceria também reforça a transição da Volvo Cars para veículos baseados em software e plataformas compartilhadas. Consequentemente, a padronização de sensores e sistemas computacionais pode simplificar futuras integrações em modelos elétricos, híbridos e convencionais. Contudo, as empresas não anunciaram metas de receita, custos de implementação ou projeções financeiras relacionadas ao acordo.

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