VOO supera US$ 1 trilhão e lidera ETFs do S&P 500

O Vanguard S&P 500 ETF (VOO), da Vanguard, tornou-se em 2 de junho de 2026 o primeiro ETF da história a alcançar US$ 1 trilhão em ativos sob gestão. Com isso, o produto superou rivais que também replicam o S&P 500 e reforçou a preferência dos investidores por fundos de baixo custo, líquidos e com ampla exposição ao mercado acionário dos Estados Unidos.

Segundo a Vanguard, o VOO cruzou o patamar histórico enquanto o iShares Core S&P 500 ETF (IVV) e o SPDR S&P 500 ETF Trust (SPY) ainda estavam abaixo desse nível. Os dados citados indicavam cerca de US$ 859,5 bilhões no IVV e US$ 784,63 bilhões no SPY. Dessa forma, o IVV estava aproximadamente 14% abaixo do VOO, enquanto o SPY ficava cerca de 21,5% atrás.

O marco também ocorreu em um momento de forte expansão da indústria de ETFs. Nesse sentido, o avanço do VOO reflete uma mudança estrutural no comportamento do investidor, que passou a priorizar custos menores, liquidez elevada e exposição eficiente aos grandes índices dos Estados Unidos.

Taxa menor e liquidez favoreceram o crescimento do fundo

Um dos principais fatores por trás da liderança do VOO foi sua estrutura de custos. O fundo cobra taxa de administração de apenas 0,03%, enquanto o SPY cobra 0,09%. Em outras palavras, a diferença ajudou a atrair investidores interessados em manter exposição ao S&P 500 por mais tempo e com menor impacto sobre o retorno.

Ao mesmo tempo, a liquidez fortaleceu a posição do fundo em relação ao IVV. O volume médio diário negociado do VOO gira em torno de 9 milhões de cotas, acima das cerca de 8 milhões do IVV. Com efeito, volumes maiores tendem a reduzir o spread entre compra e venda, o que diminui o custo operacional para o investidor.

Outro ponto relevante foi o preço por cota. Em 3 de junho de 2026, o VOO era negociado a US$ 693,36, enquanto o IVV estava em US$ 757,25. Assim, o fundo da Vanguard aparecia como alternativa mais acessível que o IVV para parte do varejo, sobretudo entre investidores que buscam diversificação ampla com menos capital inicial.

A Kobeissi Letter afirmou que o VOO já havia recebido mais de US$ 69 bilhões em entradas líquidas em 2026. Além disso, o fluxo também foi expressivo nos dois anos anteriores, com US$ 118 bilhões em 2024 e US$ 138 bilhões em 2025. Portanto, o fundo manteve um ritmo de captação consistente por pelo menos três anos.

Notícia urgente: o ETF do S&P 500, VOO, tornou-se oficialmente o primeiro ETF da história a superar US$ 1 trilhão em ativos sob gestão. O VOO atraiu mais de US$ 69 bilhões em entradas totais até agora em 2026 e está a caminho do maior volume anual de captação desde o lançamento do fundo, em 2010.

The Kobeissi Letter no X

Captação recorde ampliou a vantagem sobre IVV e SPY

Esse fluxo ajuda a explicar por que o VOO abriu vantagem sobre concorrentes históricos. Afinal, a combinação entre taxa reduzida, liquidez relevante, preço por cota menor que o do IVV e captação contínua criou um ambiente favorável para o crescimento do patrimônio.

Além disso, investidores institucionais e de varejo vêm usando produtos atrelados ao S&P 500 como instrumentos centrais de alocação. Nesse cenário, o fundo da Vanguard consolidou posição de destaque dentro da categoria.

Indústria global de ETFs reforça o cenário favorável

O feito do VOO não ocorreu de forma isolada. Pelo contrário, ele acompanhou a expansão global da indústria de ETFs. No fim de abril de 2026, os ativos sob gestão do setor chegaram a US$ 21,9 trilhões, mais que o triplo dos US$ 6,4 trilhões registrados no início de 2020.

Desde o mercado de baixa de 2022, o patrimônio do VOO mais que triplicou. Além disso, a indústria de ETFs acumulou 83 meses consecutivos de entradas líquidas. Esse dado indica uma demanda estrutural e persistente por esse tipo de produto, mesmo em diferentes ciclos de mercado.

O desempenho do índice de referência também contribuiu para o resultado. Em 2026, o S&P 500 avançou cerca de 10,4%, fortalecendo a base patrimonial dos três principais fundos ligados ao índice. Nesse contexto, IVV e SPY seguem posicionados para eventualmente alcançar US$ 1 trilhão em ativos sob gestão, caso o ambiente permaneça favorável.

As projeções do Goldman Sachs também deram suporte à continuidade dessa tendência. O banco revisou sua meta para o S&P 500 no fim de 2026 para 8.000 pontos, o que implicaria retorno de cerca de 6% em relação aos níveis atuais. Além disso, estimou lucro por ação de US$ 340 para 2026 e de US$ 385 para 2027.

Projeções para o S&P 500 favorecem fundos indexados

Esses números ajudam a explicar por que fundos atrelados ao S&P 500, como o VOO, seguem em evidência. Por conseguinte, a tese de investimento em produtos passivos de baixo custo continua forte entre gestores e investidores individuais.

Como resultado, o VOO atingiu US$ 1 trilhão em ativos sob gestão após combinar taxa de 0,03%, volume médio diário de 9 milhões de cotas e entradas superiores a US$ 69 bilhões em 2026. Ao mesmo tempo, o mercado global de ETFs já soma US$ 21,9 trilhões, o que reforça a relevância do marco para a indústria financeira.