WBTC atinge mínima de 2026 e enfraquece o DeFi

A atividade do WBTC caiu ao menor nível de 2026, refletindo a retração no DeFi e o aumento da pressão de venda de Bitcoin em exchanges como a Binance.

O número de endereços ativos de WBTC registrou forte queda ao longo de maio de 2026. Assim, a média móvel de sete dias atingiu apenas 2.134 em 21 de maio, o menor nível do ano, segundo dados on-chain da CryptoQuant.

Ao contrário de ciclos anteriores, a retração não ocorreu por um evento isolado. Em vez disso, o movimento foi gradual. Dessa forma, o cenário aponta para uma desaceleração mais ampla no uso do ativo dentro do ecossistema cripto.

WBTC atividade

Fonte: CryptoQuant

Queda no uso do WBTC pressiona o DeFi

O WBTC funciona como uma ponte essencial para levar liquidez do Bitcoin ao ecossistema Ethereum. Além disso, investidores utilizam o ativo em empréstimos, provisão de liquidez e colateralização em protocolos DeFi.

No entanto, quando o número de endereços ativos diminui, isso indica menor interação com esses protocolos. Em outras palavras, investidores reduzem exposição e mantêm ativos inativos. Segundo a CryptoQuant, esse comportamento sinaliza um enfraquecimento estrutural da participação no setor.

Assim sendo, os dados mostram que o capital permanece parado. Ao mesmo tempo, o mercado aguarda sinais mais claros de direção. Nesse contexto, cresce a cautela entre participantes institucionais e de varejo.

Pico de fevereiro não se sustentou

O gráfico de atividade revela um pico relevante entre 3 e 5 de fevereiro. Nesse período, os endereços ativos se aproximaram de 5.400 na média móvel de sete dias. Contudo, esse avanço não se sustentou.

Após esse movimento, a atividade caiu de forma contínua. Em março, houve breve estabilização entre 2.800 e 3.000 endereços. Ainda assim, a tendência de baixa voltou a ganhar força em abril e persistiu até maio.

Uma hipótese relevante sugere que a alta de fevereiro antecipou uma demanda que não se consolidou. Como resultado, o mercado enfrentou uma queda prolongada. De acordo com a CryptoQuant, a participação no DeFi atingiu um “piso anual”.

Fluxo Binance

Fonte: CryptoQuant

Pressão de venda e liquidez reforçam tendência

O enfraquecimento do WBTC ocorre em paralelo a mudanças relevantes nas exchanges centralizadas. Segundo dados da CryptoQuant, há forte pressão de venda de Bitcoin na Binance, impulsionada pelo envio de grandes volumes à plataforma.

Ao mesmo tempo, os fluxos líquidos de stablecoins seguem negativos. Ou seja, menos capital entra nas exchanges para compra de ativos. Como consequência, o mercado enfrenta um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Dupla contração de liquidez limita recuperação

Esse cenário indica retirada de liquidez em duas frentes. Por um lado, no ambiente CeFi, o poder de compra diminui. Por outro, no DeFi, o uso do WBTC como instrumento financeiro recua de forma significativa.

Além disso, essa combinação reduz a capacidade de o mercado sustentar altas consistentes. Portanto, qualquer recuperação dependerá de dois fatores principais: aumento na atividade do WBTC e retomada dos fluxos de stablecoins para exchanges.

Até 21 de maio, contudo, nenhum desses sinais se confirmou. Pelo contrário, os dados indicam manutenção da pressão de venda e baixa liquidez. Nesse sentido, o mercado segue em postura defensiva.

Em suma, a atividade do WBTC caiu para 2.134 endereços ativos, enquanto a participação no DeFi atingiu o menor nível do ano. Ao mesmo tempo, a liquidez reduzida limita movimentos de alta mais robustos no mercado.

O autor:

Contabilidade de Criptomoedas