Willy Woo reafirma ciclos de 4 anos do Bitcoin
O analista on-chain Willy Woo voltou a destacar que o Bitcoin ainda segue sua estrutura histórica de ciclos de quatro anos. Segundo ele, os fluxos de capital que entram na rede mostram o mesmo padrão observado em ciclos anteriores, o que reforça a continuidade dessa dinâmica.
A discussão ganhou força após Woo comentar um gráfico que compara fluxos de longo prazo com a cotação do Bitcoin no modelo Bitcoin Vector Lite. O analista afirmou que a curva presente no indicador mantém alinhamento com movimentos vistos em ciclos passados. Além disso, ele ressaltou que essa narrativa só mudaria caso ocorresse um desvio relevante do padrão em 2026. O gráfico foi comentado por Woo no X.
Padrões de mercado reforçam visão de Willy Woo
Nos últimos meses, muitos analistas levantaram a hipótese de que fatores recentes poderiam alterar o comportamento histórico do Bitcoin. Entre eles estão a entrada de investidores institucionais, o aumento no volume negociado pelos ETFs à vista e a maior maturidade do mercado global. No entanto, Woo argumenta que essas novidades não mudaram os fundamentos que moldam o ativo desde seus primeiros anos.
Segundo o analista, os fluxos de capital ainda mostram aceleração durante períodos de forte alta, seguida por uma queda gradual que marca o início de fases mais moderadas. Esse movimento foi registrado nos ciclos anteriores e, portanto, está se repetindo agora. Assim, Woo acredita que a dinâmica cíclica permanece ativa e coerente com o histórico do Bitcoin.
Gráficos sugerem repetição dos ciclos
O gráfico analisado indica que momentos de mercado aquecido elevam os fluxos de longo prazo até um ponto máximo próximo dos topos de preço. Posteriormente, ocorre uma redução constante desses fluxos, o que costuma sinalizar o início de uma fase mais fria no ciclo. Esse comportamento já foi visto em três ciclos completos e, de acordo com Woo, está presente novamente no atual.
Além disso, o analista afirma que as semelhanças entre os ciclos reforçam que mudanças recentes no perfil do investidor não foram suficientes para alterar a mecânica estrutural do Bitcoin. Portanto, mesmo com o avanço institucional, o mercado segue reagindo da mesma forma aos períodos de expansão e desaceleração.
Fatores que sustentam os ciclos de quatro anos
Ao explicar a origem desses ciclos, Woo destacou dois elementos principais. O primeiro é o choque interno de oferta gerado pelo halving, que reduz pela metade a emissão de novos Bitcoins a cada quatro anos. Essa alteração na oferta tende a pressionar o comportamento de preço e, portanto, contribui para a formação dos ciclos.
O segundo fator é o ciclo global de liquidez, que também gira em torno de quatro anos e influencia o apetite ao risco em diversos mercados. Assim, períodos de maior liquidez costumam impulsionar a demanda por Bitcoin, enquanto fases de retração reduzem o ritmo do mercado.
Woo ressaltou ainda que o histórico do ativo não se baseia em apenas duas ocorrências, mas em três ciclos completos. Dessa forma, o analista acredita que o atual movimento serve para confirmar o quarto ciclo, alinhado a toda a existência do Bitcoin.
Diante da repetição dos padrões e da manutenção das bases estruturais, Woo conclui que o mercado continua seguindo a dinâmica histórica. Para ele, somente um desvio considerável ao longo de 2026 poderia indicar que o Bitcoin entrou em uma nova fase estrutural.