WLFI é alvo de críticas após votação concentrada

A WLFI enfrenta fortes críticas após a aprovação de uma proposta que impulsiona o crescimento do USD1. O resultado reacendeu discussões sobre governança e concentração de poder, já que um pequeno grupo de grandes carteiras dominou a votação. Além disso, muitos detentores permanecem com tokens bloqueados, sem qualquer possibilidade de participação.

Imagem WLFI

Fonte: WLFI

Votação do USD1 gera tensão entre detentores

Os dados on-chain revelam que nove carteiras concentraram cerca de 59% do poder decisório. A maior delas respondeu sozinha por mais de 18% dos votos. No entanto, análises sugerem que parte dessas carteiras estaria ligada à equipe ou a parceiros diretos do projeto. Assim, a legitimidade do resultado se tornou um dos principais pontos de debate.

Segundo o pesquisador DeFi^2, ferramentas on-chain indicam que diversas carteiras favoráveis à medida possuem marcações de associação interna. A avaliação reforçou a suspeita de que a aprovação veio de um grupo com interesses alinhados à própria World Liberty Financial.

“O que se vê parece ser uma votação manipulada”, afirmou DeFi^2 ao divulgar sua análise, ressaltando que a equipe ignorou pedidos para liberar antes os tokens bloqueados da comunidade.

A proposta aprovada autoriza o uso de menos de 5% dos WLFI desbloqueados em tesouraria para impulsionar a adoção do USD1. A votação ocorreu entre 28 de dezembro e 4 de janeiro, registrou 2.931 participantes e terminou com 77,75% de aprovação, somando mais de 3,3 bilhões de votos favoráveis.

Gráfico WLFI

Fonte: WLFI

Conflito cresce com tokens bloqueados e distribuição de receita

Boa parte das críticas se concentra na exclusão dos detentores que ainda aguardam a liberação de seus tokens. Enquanto isso, carteiras ligadas à equipe teriam votado normalmente. Portanto, para muitos usuários, a dinâmica cria uma desigualdade clara no processo de governança.

A insatisfação aumentou quando investidores ressaltaram que o WLFI não distribui receita aos holders. Os documentos oficiais mostram que 75% da receita vai para a família Trump e 25% para a família Witkoff. Assim, participantes veem pouco retorno direto em medidas que elevam a oferta de tokens ou fortalecem o ecossistema sem compensações proporcionais.

As tensões cresceram após dados on-chain apontarem uma transferência de 500 milhões de WLFI para a Jump Trading logo após o fim da votação. O movimento gerou especulações sobre desbloqueios seletivos, já que investidores iniciais continuam com grande parte de seus tokens retidos.

Segundo a conta Onchain Lens, a transferência para a Jump Trading ultrapassou US$83 milhões no momento da operação.

Com isso, aumentam os pedidos por mais transparência. A comunidade exige principalmente esclarecimentos sobre a liberação dos 80% restantes dos tokens destinados aos investidores iniciais.

Apesar das críticas, a World Liberty Financial segue ampliando suas iniciativas. Em 8 de janeiro, o World Liberty Trust solicitou ao Office of the Comptroller of the Currency uma licença bancária nacional nos EUA. Caso aprovada, a autorização permitirá emitir e custodiar o USD1 dentro do sistema bancário americano.

Dias depois, a empresa apresentou o World Liberty Markets, uma plataforma de empréstimos e financiamentos baseada no USD1 e no WLFI. As novidades avançam enquanto a comunidade continua preocupada com governança, transparência e participação equilibrada nas decisões do ecossistema.