WORLDS retoma as origens de NFT Worlds com nova versão alfa

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A HYTOPIA lançou uma versão alfa pública de WORLDS, jogo de exploração e sobrevivência que recupera a proposta original de NFT Worlds. A equipe desenvolveu a experiência com tecnologia própria, sem depender do Minecraft, após abandonar a ambiciosa plataforma de jogos criados por usuários. Agora, o projeto concentra esforços em um título próprio, com exploração, criação de itens, progressão de personagens e expedições multijogador.

Os interessados podem experimentar o jogo diretamente pelo navegador, no site worldsalpha.com. Em publicação no X, a equipe anunciou o retorno às origens: “Em 2021, começamos como NFT Worlds. Depois, nos tornamos HYTOPIA. É hora de voltarmos às nossas raízes.” A nova direção retoma a proposta que deu origem ao projeto, mas com uma experiência construída pela própria equipe.

Da NFT Worlds à HYTOPIA: a mudança de estratégia

Em julho de 2022, a Microsoft proibiu serviços habilitados para blockchain no Minecraft. A decisão atingiu diretamente a NFT Worlds, que havia iniciado suas atividades três meses antes com uma proposta baseada justamente nessa integração. Diante da restrição, a equipe precisou reformular o projeto e passou a desenvolver a HYTOPIA, uma plataforma de conteúdo gerado pelo usuário, semelhante ao Roblox.

A nova iniciativa pretendia permitir que criadores desenvolvessem experiências dentro de um ecossistema próprio. Para isso, o projeto utilizava uma blockchain Ethereum de camada 3, ou L3, e o token TOPIA. No entanto, a equipe não conseguiu sustentar essa estratégia, e o projeto ficou sem recursos em maio de 2025.

Posteriormente, os desenvolvedores reconheceram os limites da abordagem centrada em uma plataforma para jogos de terceiros. Em setembro, o cofundador técnico ArkDev afirmou que a estratégia havia fracassado e defendeu uma nova tentativa focada no jogo produzido pela própria equipe. WORLDS representa essa mudança: em vez de construir uma infraestrutura para outros criadores, a HYTOPIA aposta em uma experiência de exploração e sobrevivência.

Exploração, criação e expedições estruturam o jogo

WORLDS combina exploração de ambientes, coleta de recursos, fabricação de equipamentos e progressão de personagens. Os jogadores começam com uma base própria, onde podem construir estruturas, guardar itens encontrados e operar estações de criação. Além disso, um guia e uma caravana dão acesso a expedições com diferentes níveis de perigo.

Durante essas viagens, os participantes procuram recursos, equipamentos e outros itens. Entretanto, as expedições envolvem riscos, pois os jogadores podem perder objetos recém-coletados. As atualizações também aprimoram o tratamento de situações como abandono antecipado das viagens, desconexões e saída de integrantes do grupo.

Os ambientes vão além da construção tradicional com blocos. As notas do jogo mencionam cavernas, grutas subaquáticas, ilhas flutuantes, paisagens vulcânicas, labirintos subterrâneos, aquedutos em ruínas e fortalezas. Em determinados locais, os jogadores encontram tesouros trancados que exigem derrotar inimigos ou superar desafios de combate.

A progressão inclui habilidades de mineração, corte de madeira, artesanato, culinária, alquimia, escalada e exploração. Cada atividade oferece habilidades ou desbloqueios associados, enquanto estações como fornalhas, lareiras, ferrarias e mesas de encantamento ampliam as opções de fabricação. Os jogadores também podem reparar, aprimorar e reciclar equipamentos, aproveitando melhor os materiais coletados durante as expedições.

Combate, equipamentos e interação com outros jogadores

O sistema de equipamentos inclui planadores, barcos, itens de mergulho e ganchos para facilitar a locomoção. Já os confrontos envolvem espadas, arcos, armaduras, equipamentos encantados e tônicos consumíveis. Durante as explorações, os jogadores enfrentam criaturas, esqueletos, golens e chefes, que acrescentam desafios à busca por recursos.

Outro recurso envolve viajantes encontrados durante as expedições. Esses personagens podem solicitar tarefas e, quando os jogadores atendem aos pedidos, passam a morar em suas bases. Assim, os residentes oferecem recursos ou serviços diários: um agrimensor, por exemplo, pode indicar a localização de baús de tesouro, enquanto um comerciante administra uma barraca com estoque rotativo.

A experiência multijogador permite adicionar amigos, conversar por bate-papo, visitar as bases de outros participantes e compartilhar expedições. No entanto, as notas atuais limitam a quatro o número de jogadores em viagens abertas. Esse limite define parte da experiência cooperativa disponível nesta etapa do desenvolvimento.

Versão inicial ainda terá mudanças

Apesar da abertura ao público, WORLDS continua em desenvolvimento e ainda não oferece uma experiência definitiva. O anúncio apresenta o lançamento como uma versão alfa pública, enquanto as notas também descrevem o jogo como uma versão inicial de testes. Portanto, os jogadores devem considerar que sistemas, recursos e regras podem mudar à medida que a equipe avança no desenvolvimento.

As notas alertam que o progresso será apagado futuramente, inclusive quando o jogo passar para a beta aberta e chegar ao público em geral. Além disso, o anúncio menciona a possibilidade de incluir jogadores que participaram dos testes antecipados em uma lista de espera para uma eventual versão gratuita. A equipe, porém, condiciona essa possibilidade a uma decisão futura, sem garantir sua implementação.

Com WORLDS, a HYTOPIA abandona a ambição de sustentar uma plataforma ampla de jogos criados por terceiros e volta a concentrar seus esforços em um título próprio. A proposta reúne exploração, criação, combate e cooperação em mundos persistentes, mas ainda precisa amadurecer durante os testes. O próximo desafio será transformar essa nova direção em uma experiência estável e capaz de manter os jogadores engajados.

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